Herpes genital: transmissão, sintomas e tratamento


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Revisado e atualizado em abril 1, 2026
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O que é herpes genital?

O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo vírus herpes simplex, que se caracteriza pelo surgimento de pequenas bolhas e úlceras dolorosas na região genital.

Apesar de serem semelhantes, o vírus do herpes que provoca lesão labial é diferente do vírus que provoca lesão genital. Por isso, eles são classificados como herpes simplex vírus 1 (VHS-1), causador do herpes labial, e herpes simplex vírus 2 (VHS-2), causador do herpes genital. Eventualmente, o VHS-1 pode provocar lesão genital e o VHS-2 lesão nos lábios.

Estima-se que 20 a 30% da população adulta esteja contaminada com VHS-2, apesar de muitos destes não apresentarem sintomas e não saberem que estão contaminados. Um estudo realizado na cidade de Nova York em 2004 mostrou que 28% dos adultos estavam infectados pelo herpes simplex vírus 2, mas apenas 12% sabiam que tinham sido contaminados.

Apesar de ser uma infecção que pode ser tratada e controlada, não existe cura para o herpes genital. Quem teve contato com o herpes simplex vírus 2 ficará contaminado pelo resto da vida, podendo ou não ter sintomas recorrentes da infecção.

Nesse artigo falaremos exclusivamente do herpes genital. Se você procura informações sobre o herpes labial, acesse o seguinte link: Herpes labial: transmissão, sintomas e tratamento.

Formas de transmissão

O vírus herpes simplex tipo 2 é transmitido pela via sexual, sendo altamente contagioso nos momentos em que o paciente apresenta lesões ativas na genitália. O grande problema do herpes genital é que a transmissão pode ocorrer mesmo nas fases nas quais o paciente está assintomático. Portanto, mesmo fora das crises, o paciente continua eliminando o vírus de forma intermitente, podendo transmitir o herpes genital para o seu parceiro(a). Habitualmente, em um período de 100 dias, o paciente passa 2 ou 3 eliminando o vírus de forma assintomática.

A frequência de eliminação do vírus vai se tornando menor conforme os anos passam em relação à primeira aparição do herpes. A eliminação fora das crises é maior nos primeiros três meses após a infecção primária. Após 10 anos de infecção, a transmissão fora das crises vai se tornando cada vez menos comum. Um estudo selecionou cerca de 400 pacientes com herpes genital há mais de 10 anos e colheu amostras dos seus órgãos genitais fora das crises por um período de 30 dias consecutivos. Somente 9% apresentavam o vírus detectável para transmissão.

Toda vez que o paciente apresenta uma crise, a sua taxa de transmissão assintomática se eleva novamente, voltando a cair conforme a última crise vai ficando mais antiga. 70% das transmissões do herpes genital ocorrem na fase assintomática, já que durante as crises o paciente costuma evitar ter relações sexuais.

Pacientes HIV positivos que também tenham herpes genital formam o grupo que mais apresenta transmissão durante a fase assintomática.

O vírus herpes simplex tipo 1 costuma causar lesão apenas na boca, mas pode ser transmitido para os órgãos genitais em caso de sexo oral. Uma vez contaminados, os pacientes com herpes genital pelo tipo 1 transmitem a doença do mesmo modo que os pacientes contaminados pelo tipo 2. A diferença é que as crises do tipo 1 costumam ser mais brandas e menos frequentes, e a transmissão fora das crises é menos comum.

O vírus herpes simplex tipo 2 sobrevive muito pouco tempo no ambiente, sendo incomum a transmissão através de roupas ou toalhas. Não é habitual haver transmissão do herpes genital em piscinas ou banheiros.

O uso de camisinha reduz a chance de transmissão, mas não a elimina completamente, dado que as lesões do herpes podem surgir em áreas da região genital que não ficam cobertas pelo preservativo. Por exemplo, uma lesão de herpes na bolsa escrotal continua exposta mesmo com o uso apropriado da camisinha.

Sinais e sintomas

A maioria dos pacientes que se infecta com o vírus herpes simplex tipo 2 não desenvolve doença, permanecendo assintomáticos e sem ter conhecimento do contágio. Há estudos que sugerem que até 80% dos pacientes contaminados não desenvolvem sintomas.

Nos pacientes que desenvolvem sintomas, o quadro clínico é dividido em duas situações: infecção primária e recorrência.

Infecção primária do herpes genital

A primeira vez que as lesões do herpes genital surgem após o paciente ter sido infectado é chamada de infecção primária.

Os sintomas do herpes genital tendem a se desenvolver dentro de três a sete dias após a relação sexual responsável pela infecção, mas em alguns casos pode demorar até duas semanas.

O principal sinal do herpes genital são pequenas bolhas agrupadas nos órgãos genitais. Normalmente, as bolhas surgem e, logo em seguida, se rompem, formando úlceras. Na infecção primária, estas lesões tendem a ser muito dolorosas. Pode haver também coceira no local.

Além da lesão típica do herpes, a infecção primária costuma vir acompanhada de outros sintomas, como febre, mal-estar e dores pelo corpo. Podem surgir linfonodos na região da virilha e, se as úlceras estiverem próximas à saída da uretra, pode haver intensa dor ao urinar.

Nos homens, as feridas de herpes genital geralmente aparecem no pênis ou próximo ao mesmo. Nas mulheres, as lesões podem ser visíveis fora da vagina, mas elas geralmente ocorrem no seu interior, onde ficam escondidas. No caos de lesões internas, os únicos sinais de doença podem ser corrimento vaginal e/ou desconforto durante o ato sexual.

As lesões do herpes genital também podem surgir em qualquer ponto do períneo e em torno do ânus dos pacientes que praticam sexo anal.

As lesões na infecção primária do herpes genital costumam demorar em média 20 dias para desaparecer.

Para ver mais imagens do herpes genital, acesse: Fotos de Herpes Genital em Homens.

Recorrências do herpes genital

Após a infecção primária, as lesões do herpes genital desaparecem, permanecendo silenciosas por vários meses.

Na maioria dos pacientes, a infecção ressurge de tempos em tempos, em alguns casos, mais de uma vez por ano. 90% dos pacientes apresentam a primeira recorrência em um intervalo de 18 meses após a infecção primária. Alguns podem ter mais de 10 recorrências no intervalo de um ano.

Os pacientes que costumam ter recorrências frequentes são aqueles que tiveram uma infecção primária prolongada, com lesões iniciais do herpes durando mais de 1 mês.

As lesões recorrentes tendem a ser menos dolorosas e duram cerca de 10 dias, metade do tempo da infecção primária. Não é comum haver outros sintomas, como mal-estar ou febre. Com o passar dos anos, as recorrências vão ficando mais fracas e menos frequentes.

As recorrências do herpes genital costumam surgir após algum evento estressante para o organismo. Entre os mais comuns estão o esforço físico exagerado, estresse emocional, doença, cirurgia recente, exposição solar em excesso e imunossupressão. Em algumas mulheres, o período menstrual pode ser o gatilho. Todavia, há casos de recorrências em que não é possível identificar nenhum fator desencadeante.

Dias antes das lesões recorrerem, o paciente pode sentir alguns sintomas de aviso, como uma coceira nos grandes lábios, uma dormência no pênis ou formigamento na região genital.  Muitos pacientes conseguem identificar que uma recorrência do herpes genital está a caminho.

Em alguns casos, o paciente pode não desenvolver sintomas de infecção primária logo após a contaminação, apesentando as úlceras apenas anos depois, após algum evento que reduza sua imunidade. Nestes casos, apesar de ser a primeira aparição das feridas, a doença se comporta mais como uma recorrência do que como infecção primária, sendo mais curta e menos dolorosa. Também não são comuns sintomas como febre e mal-estar.

O problema é que, como é a primeira aparição das feridas, o paciente tende a achar que foi contaminado recentemente, e isso costuma causar problemas em casais com relacionamento estável há anos. Nestas situações, é muito difícil estabelecer com precisão quando o paciente foi infectado e quem o infectou.

Herpes genital na gravidez

O herpes genital se comporta de forma semelhante nas mulheres grávidas e não grávidas. O grande problema do herpes na gravidez é o risco de transmissão para o bebê.

Habitualmente, a transmissão só ocorre durante o parto, quando o bebê, ao passar pelo canal vaginal, entra em contato com as secreções contaminadas da genitália feminina. Mesmo quando a mãe encontra-se assintomática e sem lesões, há risco de transmissão. O maior risco ocorre quando a mulher se contamina perto da data do parto, ou seja, quando a infecção primária surge nas últimas semanas de gravidez.

Apenas raramente o herpes pode ser transmitido dentro do útero, durante a gravidez, não sendo, portanto, uma infecção que costuma causar problemas de malformações para o feto.

A cesariana diminui muito o risco de transmissão do herpes, sendo esta a forma mais indicada de parto nas mulheres sabidamente contaminadas. É bom destacar que o parto cesário diminui, mas não elimina totalmente o risco de contágio do bebê.

As mulheres com sintomas de herpes genital durante a gravidez podem ser tratadas com aciclovir, não importa o trimestre de gestação em que estejam (ver tratamento mais adiante).

Diagnóstico

As lesões do herpes genital são típicas e, durante as crises, são facilmente reconhecidas por médicos experientes.

Se houver necessidade de confirmação laboratorial, ou se a lesão não for muito típica, o médico pode colher amostras das úlceras para identificação do vírus.

Nas fases assintomáticas, é possível investigar a infecção pelo herpes através das sorologias, que podem identificar tanto o vírus herpes simplex tipo 1 quanto o tipo 2. As sorologias também são importantes para o rastreio de parceiros(as) de pacientes infectados.

Os exames conseguem identificar o vírus, mas não fornecem informação sobre quando o paciente foi infectado.

Tratamento

Embora não exista cura para o herpes genital, a infecção pode ser controlada com terapia antiviral. O tratamento com antivirais serve para acelerar a cura das lesões, aliviar os sintomas, impedir complicações e reduzir o risco de transmissão para outros.

Três medicamentos antivirais podem ser utilizados para o tratamento de herpes genital:

  • Aciclovir (Zovirax®).
  • Famciclovir (Famvir®).
  • Valaciclovir (Valtrex®).

Nas grávidas, o fármaco de escolha é o aciclovir, por ser uma substância segura em qualquer momento da gravidez.

O primeiro episódio de herpes genital é geralmente tratado por 7 a 10 dias por via oral. Se não houver melhora das úlceras, o tratamento pode ser estendido por mais uma semana. O tratamento funciona melhor se iniciado nas primeiras 72 horas de sintomas.

Nas recorrências, o tratamento pode ser feito por somente 5 dias. Pessoas com história de herpes genital recorrente são frequentemente aconselhadas a manter um estoque de medicação antiviral em casa, de modo a iniciar o tratamento assim que surgirem os primeiros sinais de uma recorrência.

Se o paciente apresenta raras recorrências e as faz com poucos sintomas, pode não haver necessidade de tratamento com antivirais, principalmente se ele(a) não tiver um parceiro(a) sexual no momento que possa ser infectado(a).

Nos pacientes que apresentam mais de 6 surtos por ano, pode estar indicada a terapia supressiva, que consiste no uso diário e contínuo de um antiviral em doses baixas para evitar as recorrências. A vantagem da terapia supressiva é que ela reduz a frequência e a duração das recidivas, podendo também reduzir o risco de transmissão do vírus do herpes para um(a) parceiro(a) não infectado(a).

Não está claro por quanto tempo a terapia supressiva deverá ser mantida. Alguns especialistas recomendam fazer uma pausa do tratamento periodicamente (a cada poucos anos) para determinar se a terapia supressiva ainda é necessária. Se os surtos retornarem, a terapia supressiva pode ser reiniciada.

A terapia supressiva pode ser indicada também em casos de parceiros sexuais com sorologias discordantes, ou seja, um deles infectado pelo herpes e o outro não. A terapia supressiva reduz em mais de 50% o risco de transmissão. Quando associada ao uso de camisinha, o risco de transmissão do herpes genital torna-se pequeno.

Cuidados pessoais

Além dos medicamentos antivirais, alguns tratamentos caseiros podem ser usados para aliviar os sintomas de um surto de herpes genital. Banho de assento com água fria pode diminuir temporariamente a dor das feridas. As mulheres que estão tendo dor para urinar podem sentir menos desconforto urinando durante o banho de assento ou em um chuveiro com água morna.

Sabões e banhos de espuma devem ser evitados. Também é importante manter a área genital limpa e seca, e evitar roupa interior apertada. Cremes e pomadas geralmente não são recomendados. Se a dor estiver muito incômoda, analgésicos ou anti-inflamatórios podem ser usados.

Perguntas frequentes sobre herpes genital (FAQ)

Existe vacina para o herpes genital?

Não, ainda não existe vacina nem para o herpes genital, nem para o labial (VHS-2 e VHS-1). É possível que em breve surjam vacinas contra o herpes, dado que a tecnologia das vacinas por mRNA empregada para criar as vacinas contra Covid-19 tem sido utilizada nas novas pesquisas.

Pomadas de aciclovir servem para tratar o herpes genital?

Em geral, não se indica terapia antiviral tópica (cremes ou pomada) no tratamento do herpes genital. Embora as pomadas de aciclovir estejam disponíveis no mercado, elas apresentam pouco benefício e são muito menos eficazes que o tratamento por via oral. Além disso, não parece haver vantagem em adicionar terapia tópica a quem já está fazendo a terapia oral.

O herpes genital tem cura?

Não, o herpes genital tem tratamento, mas não tem cura. Quem tem o vírus permanece com ele por toda a vida, podendo ou não ter sintomas recorrentes.

Quanto tempo demora para o herpes genital desaparecer?

Sem tratamento, a lesão primária costuma durar de 2 a 4 semanas e as lesões recorrentes cerca de 1 a 2 semanas. Se o tratamento antiviral for iniciado precocemente, o tempo de doença costuma ser 4 a 7 dias mais curto, além de o paciente ficar menos tempo contagioso e ter menos tempo de dor.


book Referências bibliográficas


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Natalia

    Olá, Dr Pedro! Parabéns pela qualidade e detalhamento do artigo, um dos melhores que já li.

    O Sr tem conhecimento de estudos que estejam sendo realizados para prevenção ou tratamento do herpes simples? Convivo com herpes genital, não tem sido fácil e gostaria de ressignificar participando como voluntária nestas pesquisas. Obrigada!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Olá, Natalia, há frequentemente estudos sobre herpes em andamento, mas não sei informar se há algum estudo atualmente recrutando pacientes no Brasil. Geralmente, isso é feito através das faculdades de medicina.

  2. Sandro Santos Soneira

    Boa tarde Dr.Pedro! Tudo bem?
    Primeiramente reforçar os já diversos elogios feitos acerca da matéria, meus parabéns!
    Dia 10/06 iniciei o tratamento com Aciclovir 400mg 4/dia, pois no dia anterior estava com sintomas, por não estarem tão claras as vesículas e úlceras, tomei também um Fluconazol 150mg no dia 12/06. Após o ciclo de 5 dias de tratamento, ainda com incômodo na região, consultei um especialista que me indicou tomar Melocox 15mg e terapia tópica com Solução de Thiersch e Bepantol, ambas terapias por mais 5 dias. Medidas estas que foram satisfatórias.
    Porém no dia 27/07 logo após a relação, senti um desconforto então tomei o restante do Aciclovir do tratamento anterior, 2/dia, mas sem sucesso.
    Salientando que de junho para julho passei por alguns episódios de baixa imunidade. Cenário recorrente tão breve é comum ou mais provável se tratar de outra infecção?
    Desde já, meu muito obrigado!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pela sua descrição é difícil dizer se o desconforto no dia 27/07 era mesmo herpes.

  3. Vinicius

    Olá Dr Pedro
    Minhas dúvidas são: já que o vírus não tem cura, qual a lógica por trás da terapia supressiva? Durante o período que eu estivesse tomando o antiviral, dificilmente teria alguma crise. Mas assim que parasse de tomar, voltaria a ter crises? Após meses tomando o antiviral e interromper o uso, o que vai mudar no meu corpo ou no vírus que poderia ser diferente da condição antes da terapia? Não faz mal tomar antiviral por tanto tempo?
    E também tenho um medo (infundado) de o vírus ficar resistente e o antiviral parar de fazer efeito – aí vai piorar a situação, porque nem mesmo nas crises vai ter algo pra amenizar

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    As suas dúvidas são pertinentes. A terapia supressiva para herpes usa antivirais para reduzir a frequência e a gravidade das crises. Ela é importante para os pacientes com crises muito frequentes. Embora o vírus do herpes não tenha cura, essa terapia pode minimizar os surtos enquanto os medicamentos são tomados. Após a interrupção, as crises podem retornar, mas algumas pessoas apresentam menos surtos mesmo depois de parar o tratamento.

    O uso prolongado de antivirais é geralmente seguro, mas deve ser supervisionado por um médico para monitorar possíveis efeitos colaterais, como problemas renais. A resistência ao antiviral é bem rara, mas pode ocorrer, principalmente em pessoas com sistemas imunológicos comprometidos. Nesse caso, existem outras opções de tratamento disponíveis.

  4. Madalena

    Gostei muito obrigada.

  5. Rafael

    Dr., li em alguns locais que a terapia supressiva não é tão indicada por conta do corpo/vírus criar resistência ao medicamento. Porém, em outros locais, diz que a mesma deve ser feita entre 6 a 12 meses e li em mais um de utilizar durante até 6 anos, então pergunto:
    1. Há possibilidade da criação de resistência pelo vírus?
    2. Quanto tempo geralmente é indicado para a terapia supressiva?

    Outra pergunta: em alguns artigos é dito sobre a questão da Arginina e da Lisina, onde o primeiro “ajuda” o vírus a se replicar e o segundo inibe a replicação do mesmo.
    Então, a suplementação de lisina é indicada para quem tem crises recorrentes.
    É verdade isso?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    1. Resistência em pacientes sem imunossupressão é incomum. No caso de pacientes com HIV ou outro tipo de imunosupressão, o risco pode existir.
    2. Não há um limite, mas a necessidade de manter a terapia supressiva deve ser reavaliado anualmente.
    3. Existem alguns estudos sobre o uso de lisina para o tratamento e prevenção de herpes genital, mas os resultados são contraditórios. A lisina é um aminoácido que alguns estudos sugerem poder ajudar a prevenir surtos de herpes ao bloquear a atividade de outro aminoácido, a arginina, que é necessária para a replicação do vírus.

    Estudos em laboratório indicaram que altas doses de lisina podem inibir a replicação do vírus herpes simplex, mas os estudos clínicos em humanos são menos conclusivos. Por exemplo, alguns estudos relataram uma redução na frequência e severidade dos surtos de herpes com suplementação de lisina, enquanto outros não encontraram nenhum benefício significativo.

  6. Guilherme

    Aliás, excelente artigo. O melhor que encontrei. Muito obrigado.

    Um adendo à pergunta: durante o banho, é absolutamente necessário evitar passar o sabonete na região? Pois eu ficaria “desconfortável” de não lavar a região.
    Não há nenhum tipo de sabonete que poderia ser utilizado?
    (tentei responder à minha própria pergunta anterior para fins de organização, mas respostas a perguntas não aprovadas não são permitidas. Então escrevi numa nova pergunta).

    Obrigado novamente desde já.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Guilherme você pode tentar usar sabão neutro líquido para limpar a região genital. Evite só ficar esfregando as lesões ou deixar o sabão por muito tempo em contato com as úlceras.

  7. Pedro

    Boa noite Dr. Pedro

    Fui infetado com HSV 2 (herpes genital) há um ano atrás, mesmo com o uso do preservativo (as úlceras aparecem onde o preservativo não protegia).
    Aos 10 meses após exposição, testei negativo para anticorpos IGG no teste Elisa para HSV 2. Só testei positivo no teste de recolha de amostra da ferida.
    É normal obter resultado falso negativo para anticorpos IGG no teste Elisa específico do tipo após 10 meses da exposição? Sem qualquer tipo de relação sexual nesses 10 meses.

    Obrigado

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Com 10 meses de infecção, o esperado era que o IgG para HSV 2 viesse positivo. Provavelmente foi um falso negativo. Outra possibilidade é você pode ter um herpes genital pelo HSV-1.

  8. Nilson Godoi

    Dr. Sou HIV positivo. Me trato a 1 ano. Meu CD4 quando descobri que estava doente.. era de 14. Hoje meu CD4 está em 581. A cerca de 3 dias.. observei umas pequenas bolhas (que parecem ser herpes) no meu anus. Porém.. tem mais de 2 anos que NÃO tenho nenhuma relação sexual com ninguém. Pode ser herpes?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Poder, pode. Mas era mais provável que a doença tivesse surgido na fase de imunossupressão.

  9. Juliana

    Depilação com cera é liberado para quem tem herpes genital?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pode fazer se não existir nenhuma lesão visível no momento.

  10. kauana

    ual. e o site mais completo que ja vi. parabens obrigado nunca vi essas informaçoes em outros sites e ja procurei muitos

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