Raiva humana: o que é, transmissão, sintomas e vacina


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Revisado e atualizado em dezembro 20, 2025
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Introdução

A raiva é uma zoonose (doença transmitida de animais para o homem) causada por um vírus. É uma das doenças mais graves que se tem conhecimento, com taxa de mortalidade de quase 100%. Nenhuma outra doença infecciosa tem taxa de mortalidade tão elevada.

Apesar da existência da vacina e da imunoglobulina, que ajudam a prevenir a raiva humana, ainda falecem de raiva anualmente aproximadamente 70.000 pessoas em todo o mundo.

Se você procura informações sobre os cuidados necessários com feridas provocadas por mordidas de cães, acesse o seguinte link: Mordida de cachorro – Cuidados e Tratamento.

O que é a raiva humana?

A raiva é uma grave doença infecciosa causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que leva ao óbito praticamente 100% dos pacientes contaminados. Desde o século XIX, porém, já existe vacina contra a raiva, sendo ela bastante efetiva em impedir o avanço da doença, caso administrada em tempo hábil.

A raiva é uma doença transmitida somente por animais mamíferos, geralmente através da mordida e inoculação do vírus presente na saliva dentro da pele.

O vírus da raiva tem atração pelas células do sistema nervoso, invadindo imediatamente os nervos periféricos após ser inoculado através da pele. Quando nos nervos, o vírus passa a se mover lentamente, cerca de 12 milímetros por dia, em direção ao sistema nervoso central. Ao chegar ao cérebro, o vírus causa a encefalite rábica, a temida complicação que leva os pacientes à morte.

Transmissão

A raiva é uma zoonose. O vírus é transmitido por mordidas e arranhaduras de mamíferos contaminados. Na maioria dos casos, a transmissão ocorre por meio de cães ou morcegos. Porém, vários outros mamíferos podem transmitir a doença, entre eles:

  • Furão (ferrets).
  • Raposas.
  • Coiotes.
  • Guaxinins.
  • Gambás.
  • Gatos.
  • Macacos.

Mamíferos não carnívoros, como porco, vaca, cabra e cavalo, também estão associados a casos de raiva, mas estes são mais raros.

Coelhos e roedores pequenos, como esquilos, ratos, porquinho-da-índia e hamsters, não são transmissores usuais de raiva, não havendo na literatura médica relatos de casos de raiva humana transmitidos por eles. Animais não mamíferos, como lagartos, peixes e pássaros, NUNCA transmitem raiva.

Desde a implementação de programas de vacinação contra a raiva em cães e gatos, o número de casos de raiva humana despencou. Na Europa e nos EUA, por exemplo, o vírus da raiva circula atualmente mais em raposas e morcegos do que em cães, o que diminui o risco de exposição dos seres humanos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, no período de 1990 a 2009, foram registrados no Brasil 574 casos de raiva humana, nos quais, até 2003, a principal espécie transmissora foi o cão. A partir de 2004, porém, o morcego passou a ser a principal fonte de transmissão de raiva no Brasil. Outras fontes de preocupação são cachorros-do-mato, raposas e primatas, como o sagui-comum ou sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus).

Virtualmente, todos os casos de raiva humana são transmitidos por meio de mordidas de animais infectados. Como o vírus encontra-se presente na saliva dos animais contaminados, outra via de transmissão possível, mas bem menos comum, é via lambidas em mucosas, como a boca, ou feridas abertas. Aquele antigo hábito de oferecer feridas para cães lamberem, além de facilitar a infecção bacteriana da lesão, pode também ser uma fonte de contaminação de raiva.

Transmissão da raiva por arranhões

Arranhões podem transmitir raiva, mas isso é raro e depende de algumas condições específicas. A raiva é habitualmente transmitida pela saliva de um animal infectado, principalmente por meio de mordidas. Para que o vírus seja transmitido por um arranhão, é necessário que:

  1. A pata do animal esteja contaminada com saliva infectada: isso pode ocorrer, por exemplo, se o animal lambeu a pata logo antes de arranhar ou se entrou em contato com saliva de outro animal raivoso.
  2. O arranhão crie uma porta de entrada para o vírus: o vírus precisa penetrar na pele ou em mucosas para iniciar a infecção. Se o animal arranhar a pele e de alguma forma a saliva dele entrar em contato com a área lesionada, como através de uma lambida, por exemplo, há risco de transmissão.

Transmissão da raiva entre humanos

Não existe transmissão entre seres humanos, não havendo nenhum risco para familiares ou para a equipe médica que cuida dos pacientes*. A transmissão também não ocorre por objetos ou alimentos, uma vez que o vírus não sobrevive no meio ambiente, morrendo rapidamente quando exposto à luz solar ou quando a saliva contaminada seca. Não há casos, por exemplo, de transmissão da raiva através de frutas manipuladas por morcegos contaminados.

* Na verdade, há raros relatos na literatura médica de transmissão de raiva entre humanos, mas estes são casos isolados e mal documentados. A única forma de transmissão da raiva entre humanos devidamente documentada é através do transplante de órgãos, com doador infectado.

O contato com a pele íntegra não oferece risco, mesmo que o animal a lamba. Do mesmo modo, tocar em animais contaminados, como fazer carinho em cães ou apenas encostar a mão em um morcego, também não oferece risco de contaminação. O vírus só está presente para transmissão na saliva, não havendo risco de contaminação quando há contato com sangue, fezes ou urina de animais infectados.

Sintomas

O vírus da raiva tem atração pelo sistema nervoso central, alojando-se frequentemente no cérebro, após longa viagem pelos nervos periféricos.

A encefalite, inflamação do encéfalo, é o resultado da instalação e multiplicação do vírus no sistema nervoso central. Os sintomas da raiva são todos decorrentes deste acometimento do cérebro. São eles:

  • Confusão mental.
  • Desorientação.
  • Agressividade.
  • Alucinações.
  • Dificuldade de deglutir.
  • Paralisia motora.
  • Espasmos musculares.
  • Salivação excessiva.

Uma vez iniciados os sintomas neurológicos, o paciente evolui para o óbito em 99,99% dos casos.

A evolução da raiva pode ser dividida em 4 partes:

1) Incubação: o vírus se propaga pelos nervos periféricos lentamente. Desde a mordida até o aparecimento dos sintomas neurológicos costuma haver um intervalo de 1 a 3 meses. Mordidas na face ou nas mãos são mais perigosas e apresentam um tempo de incubação mais curto.

2) Pródromos: são os sintomas não específicos que ocorrem antes da encefalite. Em geral, é constituído por dor de cabeça, mal-estar, febre baixa, dor de garganta e vômitos. Pode haver também dormência, dor e comichão no local da mordida ou arranhadura.

3) Encefalite: é o quadro de inflamação do sistema nervoso central já descrito anteriormente.

4) Coma e óbito: ocorrem em média 2 semanas após o início dos sintomas.

Tratamento

Uma vez que o paciente tenha desenvolvido os sintomas da raiva, já não há tratamento eficaz. A taxa de mortalidade é de praticamente 100%. Existem relatos de alguns raros pacientes que sobreviveram à raiva após o uso das drogas antivirais ribavirina e amantadina (chamado protocolo Milwaukee). Esse tratamento, porém, foi testado em vários outros pacientes com sintomas de raiva e foi ineficaz.

Felizmente, embora a raiva seja quase 100% letal após o início dos sintomas, existe prevenção eficaz. A vacina e o tratamento profilático com imunoglobulinas (anticorpos) são altamente eficientes em impedir o desenvolvimento da doença, desde que administrados a tempo (detalharemos este tratamento mais adiante).

Cuidados iniciais

Em caso de mordida por qualquer mamífero, devemos lavar bem a ferida com água e sabão para evitar a contaminação pelas bactérias presentes na saliva dos animais. Depois desta primeira limpeza, o paciente deve procurar um centro médico para que a equipe de saúde possa avaliar se há necessidade de iniciar tratamento profilático (preventivo) com a vacinação contra raiva.

É importante também vacinar o paciente contra o tétano, caso a última vacinação tenha mais de 10 anos.

Se o animal for doméstico, é importante obter a caderneta de vacinação do mesmo, atestando sua imunização contra a raiva. Animais devidamente vacinados não são fontes de transmissão da raiva. Nestes casos, não há necessidade de iniciar qualquer tratamento, a não ser que o animal passe a apresentar sintomas da raiva poucos dias depois da mordida.

Em cães, gatos e furões, o tempo máximo de evolução da doença, desde o aparecimento do vírus na saliva até a morte, é de apenas 10 dias. Quando alguém é mordido ou arranhado por um destes animais, indica-se a observação do mesmo por até 10 dias. Se o animal não adoecer neste intervalo, é porque ele não estava contaminante no dia da mordida, não havendo, portanto, risco algum de raiva para o paciente.

Se o animal for um cão de rua, sem dono, ou selvagem, como um morcego ou raposa, é importante capturá-lo para que ele possa ser analisado por um veterinário, de modo a procurar sinais do vírus da raiva. Se a captura do animal não for viável, o tratamento profilático deve ser indicado, partindo do princípio de que este esteja contaminado com o vírus da raiva. Portanto, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, já que a profilaxia contra a raiva é considerada uma urgência médica.

Mordidas na cabeça ou no pescoço são bem mais graves por estarem próximas ao cérebro. Mãos e pés também são perigosos, pois são áreas com muita inervação, facilitando a chegada do vírus aos nervos periféricos. Nestes casos, o tempo de viagem do vírus até o encéfalo é bem mais curto do que o habitual, podendo o período de incubação ser de poucos dias. Estes pacientes devem receber tratamento profilático urgente, independente da situação do animal.

O mais importante é entender a gravidade da raiva. Não se deve nunca negligenciar uma mordida por animais. Não se baseie somente na aparência do animal para definir se este tem ou não raiva. Uma vez mordido, procure um posto de saúde para receber as orientações.

O tratamento contra a raiva é dividido em profilaxia pré-exposição e profilaxia pós-exposição. Falaremos um pouquinho sobre elas.

Profilaxia pré-exposição

A profilaxia pré-exposição é o tratamento preventivo para os indivíduos que ainda não foram expostos ao vírus. Ela é feita com a vacina contra raiva e só está indicada para indivíduos com alto risco de contaminação, como:

  • Médicos veterinários.
  • Biólogos.
  • Agrotécnicos.
  • Pessoas que trabalham em laboratórios de virologia.
  • Pessoas que trabalham com animais silvestres.
  • Pessoas envolvidas na captura e estudo de animais suspeitos de raiva.
  • Pessoas que vão viajar para áreas onde ainda não há controle da raiva nos animais.

A vacina contra raiva é administrada em três doses, nos dias 0, 7 e 28. Duas semanas após o fim da vacinação, deve-se colher sangue para avaliar se houve resposta imunológica, com produção adequada de anticorpos.

A vacina contra a raiva pode ser administrada por via subcutânea ou intramuscular. A região glútea, porém, não costuma ser usada, pois resulta em níveis mais baixos de anticorpos que o desejado.

Profilaxia pós-exposição

A profilaxia pós-exposição é aquela feita somente após o indivíduo ter sofrido uma mordida de um mamífero.

Existem vários esquemas de tratamento profilático, envolvendo vacinas e imunoglobulinas. Dependendo da gravidade da lesão, o esquema pode incluir até 10 dias seguidos de vacinações diárias mais a administração de imunoglobulina. Todo paciente agredido por animais deve procurar um posto de saúde o mais rápido possível para receber orientações sobre o tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, a profilaxia pós-exposição pode ser resumida neste quadro:

Tabela com esquema para profilaxia da raiva humana.
Esquema para profilaxia da raiva humana.

Para saber mais detalhes técnicos sobre a vacinação contra raiva, acesse as Normas técnicas de profilaxia da raiva humana do Ministério da Saúde.

Morcegos e raiva – Um caso à parte

Morcegos são animais habitualmente infectados pela raiva. Nos EUA, nos últimos 15 anos, mais de 90% dos casos de raiva foram causados por mordidas de morcego.

O grande problema é que a mordida pode passar despercebida, principalmente enquanto a vítima dorme. Por isso, é indicada profilaxia pós-exposição para todos que acordam e encontram um morcego em seu quarto, mesmo não havendo sinais de mordida. Como a raiva é muito letal, na dúvida, deve-se sempre assumir que a mordida aconteceu.


Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Marcelo

    doutor, se um gato lamber a barriga e eu tocar nesse lugar que ele lambeu e acabar coçando o olho ou uma ferida, posso pegar a doença?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Em teoría, sim, mas é muito pouco provável transmissão dessa forma.

  2. Bruna

    Oi Dr. Pedro, é possível o vírus da raiva grudar na sola do calçado e contaminar uma pessoa ao tocar nessa sola do calçado com as mãos e passar a mão na boca?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não.

  3. GRAZIELLA DO COUTO RIBEIRO

    Dr., fiz taxidermia (empalhei) uma anta da natureza, animal silvestre. Fiquei sabendo depois que ela estava com suspeita de raiva, mas agora recebi o diagnóstico positivo do Instituto Pauster. Ela realmente morreu de raiva, estava contaminada.

    O problema é que mesmo usando luva de látex acabei tendo contato com o sangue, fezes e urina dela. A pele do meu braço e antebraço ficaram diretamente em contato com as vísceras do animal (intestino, bexiga, coração, pulmão, rins, etc). Fiquei muito suja com o sangue, urina e fezes.
    Para piorar descobri que estou grávida (13 semanas).

    Bom, estou fazendo o tratamento pós exposição com 4 doses de vacinas + soro homólogo. Vou tomar a 4ª dose da vacina no 14⁰ dia (só falta essa vacina).

    Minha pergunta é:
    1) Após completar as 4 doses de vacina estou segura? Caso encerrado?
    2) Preciso fazer algum exame sorológico para garantir?
    3) Será que as vacinas + soro podem ter afetado o bebê? Ou o vírus caso eu tenha me contaminado?

    Estou angustiada. Obrigada!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    1) Se o tratamento tiver seguido todas as Normas Técnicas de Profilaxia da Raiva Humana do Ministério da Saúde, você pode ficar descansada.
    2) Costuma ser indicado a sorologia 10 dias após o fim da última dose de vacina. A OMS considera que um título igual ou superior a 0,5 UI/ml representa resposta imunitária satisfatória para proteger do vírus da raiva.
    3) Em princípio, o tratamento profilático não faz mal ao bebê.

  4. Luísa

    Olá. Fiz a Profilaxia pós-exposição e tomei todas as vacinas (a primeira dose com 6 horas após o arranhão) e o soro (com 13 horas após arranhão) isso aconteceu em outubro. Qual a eficácia? O caso tá encerrado?

    O animal que me arranhou era a gata da minha irmã e vivia em casa mas a vacina não tava em dia. E não pude acompanhar pq a gata tava passando mal e fomos socorrer-lá e ela veio a falecer, achamos que ela morreu envenenada pois um dia antes tinham escondido um pedaço de queijo com veneno para rato. A gata tava normal, gordinha e sempre bem tratada e com nenhum comportamento estranho mas fiquei com muito medo de decidi ir no posto e fazer a profilaxia.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Fez o certo. Casos de raiva em animais domésticos é atualmente muito raro. Em 2022, foram notificados no Brasil só 9 casos em gato e 7 em cães. Portanto, é pouco provável que a gata estivesse infectada. Mas como você fez o tratamento correto, não precisa se preocupar.

  5. Letícia

    Adotei um cachorro que não foi vacinado contra a raiva ainda (ele tem 9 meses), ele bateu o dente no dedo da minha mãe e saiu um pouco de sangue. Ela lavou o lugar com água e sabão. Isso foi há uns 3 dias, é melhor ela ir ao médico?

    O cachorro adora morder, não sei se é por que ele é um filhote ainda. Ele gosta de ficar em lugar escondido, como embaixo da cama e vire mexe ele começa a ficar muito eufórico e até a latir para a gente.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se o cachorro está com vocês há mais de 10 dias, significa que ele não veio doente. Esse comportamento que você descreve é típico de cachorro jovem mesmo. Basta ficar de olho, mas o cão precisa ser vacinado.

  6. Lídia de Aurélio Carlos

    Qual é a morfologia da raiva humana?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não entendi a pergunta. A palavra que você quis usar é realmente morfologia (estudo da forma, da configuração ou da aparência externa da matéria)?

  7. Polyana

    Oii Dr. Encontrei um morcego e passei a mão nele, meu gato estava tentando pegar ele e não sei se meu gato arranhou ele ou mordeu ele ou vice e versa, por eu ter passado a mão nele, corro algum risco? E meio gato?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Só pelo toque o risco de transmissão é baixo. O problema são arranhões e mordidas, ou pelo menos contato com secreções do animal. Em relação ao gato, o ideal é levá-lo ao veterinário. Se ele tiver mordido o morcego, há risco.

  8. Carolina

    Uma macaca doméstica me mordeu, não sangrou, mas ficou com as marcas. Ela e seus donos estavam de passagem, não pude verificar se ela é vacinada, por estar viajando creio que sim…Devo ir ao posto ou apenas observar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se não rompeu a pele, não tem problema. Se houve rompimento da pele, o ideal era um médico ver até pra avaliar se há risco de infectar a ferida.

  9. Cândida Gouveia

    me feri com uma agulha usada, de um paciente com raiva, será que a algum risco de transmissão da raiva

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, há risco. Você já contactou a infectologia, a comissão de controle de infecção hospitalar ou a área responsável por acidentes de trabalho?

  10. Gusthavo Henrique

    Tenho duas cachorras, uma vira lata e uma Pitbull, ambas não saem de casa a aproximadamente 3 meses.

    Quando fui lavar o quintal elas se assustaram com a água, e tentaram correr para o mesmo lugar, ocasianando estresse e por fim brigaram.

    No desespero, tentei intervir entrando no meio, e sem querer a Pitbull mordeu meu dedo, e só fez um furinho, onde saiu um pouco de sangue.

    Infelizmente achei q tinha vacinado elas com a vacina anti raiva, porém, ao verificar a carteira de vacina, vi q não tomaram.

    Elas estão bem, nunca apresentaram nenhum sintomas de raiva. ( Estão sem alimentando bem, tomando água normal, e continuam com o comportamento padrão)

    Com toda certeza irei vacina-las agora que sei q não tomaram.

    Porém, devo me preocupar com algo nesse momento ?

    Faz 2 dias q tomei a mordida.

    20/06/2022.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se elas não saem de casa, não tem perigo. Para pegar raiva, o cão precisa ser contagiado por algum animal contaminado. De qualquer forma, observe a pitbull por 10 dias. Se ao final desse tempo ela estiver bem, pode descansar.

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