Endometriose: o que é, sintomas e tratamento


Foto do autor
Revisado e atualizado em outubro 14, 2025
comments Created with Sketch Beta. 23 dúvidas respondidas

O que é endometriose?

A endometriose é uma doença caracterizada pelo aparecimento de pedaços de tecido da camada interna do útero, chamada de endométrio, fora do útero. A endometriose pode acometer bexiga, intestinos, apêndice, vagina, ureter e, raramente, órgãos distantes da pelve, tais como pulmões e sistema nervoso central. Também podem surgir tecidos de endométrio em cicatrizes cirúrgicas do abdômen e da pelve.

Apesar de a endometriose ser uma doença benigna, ou seja, não ser um tipo de câncer, ela pode ser bastante dolorosa, debilitadora e pode causar infertilidade. Isso ocorre porque os pedaços de endométrio implantados em outros órgãos do corpo reagem às variações hormonais do ciclo menstrual da mesma forma que o endométrio do útero.

O endométrio é uma fina membrana que recobre a parede interna do útero. Durante o ciclo menstrual, o endométrio sofre transformações induzidas pelas variações hormonais, crescendo e se tornando um tecido rico em vasos sanguíneos.

O endométrio se prolifera para ficar apto a receber e nutrir o embrião em caso de gravidez. Ao final do ciclo, se o óvulo não tiver sido fecundado, essa parede espessa do endométrio desaba e é expelida para fora do útero. A esse processo damos o nome de menstruação (para maiores detalhes sobre o ciclo menstrual, leia: Ciclo menstrual e período fértil).

Portanto, o tecido de endométrio em locais atípicos, ao ser estimulado pelos hormônios, também sofre proliferação e depois sangra. Se você tiver endometriose na bexiga ou nos intestinos, por exemplo, terá sangramento menstrual nesses órgãos todos os meses.

O sangramento dentro de outros órgãos provoca inflamação local, que se manifesta como intensa dor. A longo prazo, esse repetido processo de inflamação leva à fibrose e à formação de cicatrizes, aderências e alterações da anatomia do trato reprodutivo, o que também colabora para a dor e para a infertilidade.

Locais comuns da endometriose
Locais comuns da endometriose.

Os locais mais comuns onde ocorre a endometriose são, em ordem decrescente:

  • Ovários.
  • Regiões ao redor do útero, incluindo o fundo de saco de Douglas e ligamentos uterinos.
  • Porção exterior do útero.
  • Trompas.
  • Porções finais do intestino.

A endometriose pode acometer mais de um local diferente ao mesmo tempo, podendo coexistir em até 3 ou 4 órgãos diferentes.

Quando a endometriose ocorre dentro da parede muscular do próprio útero, chamamos de adenomiose uterina. Explicamos essa condição separadamente no artigo: Adenomiose uterina – Sintomas e Tratamento.

Em resumo, a endometriose é tecido uterino que cresce fora do útero, mas que se comporta como parte do útero, respondendo da mesma forma aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, podendo, inclusive, sangrar durante a menstruação.

Fatores de risco

Estima-se que até 7% das mulheres tenham a doença, mas a verdadeira prevalência pode ser maior, uma vez que muitas pacientes são assintomáticas e desconhecem ter o problema. A faixa etária mais acometida é a de 25 a 35 anos.

Cerca de 80% dos casos de dor pélvica crônica e 50% dos casos de infertilidade são causados pela endometriose. A doença é, portanto, uma importante causa de dor pélvica e infertilidade na população feminina (leitura recomendada: Causas de dor pélvica crônica nas mulheres).

As causas da endometriose ainda não são plenamente conhecidas, mas alguns fatores de risco já foram identificados. São eles:

  • História familiar de endometriose.
  • Nuliparidade (nunca ter tido filhos).
  • Primeira menstruação antes dos 11 anos.
  • Ciclo menstrual curto, menor que 27 dias.
  • Ter tido o primeiro filho tarde.
  • Fluxo menstrual intenso.
  • Anomalias do aparelho reprodutor, como defeitos de Müller.
  • Baixo índice de massa corporal (IMC) (leia: Calcule o seu peso ideal e IMC).
  • Abuso sexual na infância ou adolescência.
  • Alto consumo de gorduras trans.

Sintomas

Dependendo do local onde ocorre a endometriose, a paciente pode apresentar um quadro clínico que varia desde sintoma nenhum até dor constante e ininterrupta. Estima-se que até 50% dos casos sejam assintomáticos.

O sintoma mais comum da endometriose, acometendo cerca de 80% das pacientes, é a cólica menstrual de forte intensidade. A endometriose é uma causa comum de dismenorreia secundária (leia: Cólica menstrual – Sintomas e Tratamento para entender as dismenorreias).

A gravidade da dor não é necessariamente um indicador confiável da extensão da doença. Algumas mulheres com endometriose leve têm dor intensa, enquanto outras com endometriose avançada podem ter pouca ou mesmo nenhuma dor.

Em geral, os sinais e sintomas mais comuns da endometriose são:

Endometriose na bexiga e trato urinário

Os locais mais comuns de endometriose no sistema urinário são:

  • Bexiga: 85 a 90% dos casos.
  • Ureter: 10% dos casos.
  • Rim: 4% dos casos.
  • Uretra: 2% dos casos.

Quando há tecido endometrial na bexiga, os sintomas mais comuns são: dor para urinar, micção frequente, urgência para urinar e sangue na urina. Quadros de infecção urinária são mais comuns em quem tem endometriose do trato urinário do que na população em geral.

Endometriose intestinal

Até 1 em cada 4 pacientes com endometriose apresenta implantes de endométrio nos intestinos. Os locais mais acometidos são:

  • Reto: 13 a 53% dos casos.
  • Cólon sigmoide: 18 a 47%.
  • Apêndice: 2 a 18%.
  • Intestino delgado: 2 a 5%.

Os sintomas mais comuns da endometriose intestinal são: dor abdominal, sangramento nas fezes, massa abdominal palpável, cólicas menstruais, diarreia, prisão de ventre, dor para evacuar, distensão abdominal e excesso de gases intestinais.

Endometriose no ovário

Cerca de 20% das pacientes com endometriose apresentam um tumor no ovário chamado endometrioma ovariano.

Endometrioma: cisto de chocolate.
Endometrioma: cisto de chocolate.

O endometrioma é um grande cisto que surge devido à presença de tecido endometrial dentro do ovário. O endometrioma contém um fluido parecido com alcatrão, espesso e de cor acastanhada, que costuma ser chamado de “cisto de chocolate”, pois o seu conteúdo tem aspecto de calda de chocolate. Os endometriomas costumam estar firmemente aderidos às estruturas circundantes, como o peritônio, as trompas de Falópio e o intestino.

Como existe um pequeno risco de transformação maligna, os endometriomas costumam ser sempre removidos cirurgicamente.

Endometriose na região torácica

A endometriose torácica é a forma mais comum de endometriose fora da região pélvica/abdominal. Pleura, tecido pulmonar, diafragma e brônquios são os locais mais frequentemente acometidos.

Pneumotórax, hemotórax e tosse com expectoração sanguinolenta são as principais manifestações clínicas dessa forma de endometriose.

Tipos de endometriose

A endometriose pode ser classificada de várias formas, dependendo da localização, profundidade e morfologia dos implantes endometriais. Os tipos mais comuns são:

  1. Endometriose Superficial: ocorre quando o tecido endometrial cresce na superfície dos órgãos pélvicos ou do peritônio, mas não invade estruturas subjacentes.
  2. Endometriose Ovariana: também conhecida como endometriomas ou “cistos de chocolate”, caracteriza-se pela formação de cistos cheios de sangue nos ovários.
  3. Endometriose Profunda: é a forma mais grave, onde o tecido endometrial cresce abaixo da superfície do peritônio e invade a parede de órgãos como intestinos, bexiga, e outros (explicamos mais adiante).
  4. Adenomiose: uma condição relacionada, mas distinta, em que o tecido endometrial cresce dentro da parede muscular do útero, o miométrio. Isso pode causar aumento do tamanho do útero, menstruações dolorosas e pesadas.
  5. Endometriose Extragenital: menos comum, é quando o tecido endometrial se implanta fora da região pélvica, como nos pulmões, na pleura, no trato gastrointestinal (além do reto e do sigmoide), e até mesmo no cérebro.
  6. Endometriose de Cicatriz: o tecido endometrial pode crescer em cicatrizes cirúrgicas na pele ou na parede abdominal, frequentemente como resultado de cirurgias ginecológicas ou cesarianas.

Endometriose profunda

A endometriose profunda, também chamada de endometriose infiltrativa profunda, é a uma forma avançada de endometriose onde o tecido semelhante ao endométrio penetra mais de 5 milímetros sob a superfície do peritônio, membrana que reveste os órgãos abdominais.

Este tecido pode crescer em áreas como os ligamentos uterossacrais, a bexiga, os intestinos e outros órgãos pélvicos, levando a uma gama de sintomas dolorosos e complicados, incluindo dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia, além de sintomas urinários e intestinais. A endometriose profunda é uma condição desafiadora tanto para diagnosticar quanto para tratar.

Quem tem endometriose pode engravidar?

Sim, mulheres com endometriose ainda podem engravidar, embora a condição possa reduzir a fertilidade em alguns casos.

Cerca de 30 a 50% das mulheres com endometriose apresentam algum grau de infertilidade. Isso ocorre devido ao acometimento dos ovários, que frequentemente encontram-se inflamados e com adesões fibrosas às trompas. A endometriose acometendo a parte externa do útero também pode levar a deformidades anatômicas, tornando o aparelho ginecológico inapto para uma gravidez.

Muitas mulheres com endometriose concebem naturalmente ou podem se beneficiar de tratamentos de fertilidade, como a fertilização in vitro (FIV).

Diagnóstico

O quadro clínico de dor pélvica cíclica associado à infertilidade é bastante sugestivo, porém insuficiente para se estabelecer o diagnóstico.

Exames de imagem, como a ultrassonografia, podem ajudar a descartar outras causas para os sintomas, como tumores, mas também nem sempre conseguem fechar o diagnóstico da endometriose.

Para se ter certeza do diagnóstico, é preciso olhar diretamente para dentro da pelve/abdômen, o que só é possível através da laparoscopia, um procedimento cirúrgico. Durante a laparoscopia, é possível procurar pelos implantes e biopsiá-los quando necessário. O diagnóstico de certeza, portanto, só é feito após avaliação histológica de material biopsiado durante a cirurgia.

Nos casos menos graves, o diagnóstico presuntivo com achados clínicos e os exames de imagem costumam ser suficientes para indicar o início das terapias de baixo risco, como, por exemplo, o uso de anticoncepcionais. A cirurgia acaba ficando restrita aos casos mais graves, quando a paciente deseja engravidar ou quando é necessário iniciar algum tratamento com taxa de efeitos colaterais mais elevada, como o danazol.

Tratamento

O tratamento normalmente inicia-se com medicamentos para a dor. Os mais usados são os anti-inflamatórios. Estes remédios são apenas sintomáticos e não agem diretamente na doença.

Terapia com hormônios

1. Anticoncepcionais hormonais

A primeira linha de tratamento é feita com anticoncepcionais comuns. Os contraceptivos hormonais combinados (estrogênio e progesterona) podem ser usados a longo prazo, são bem tolerados, são relativamente baratos e fáceis de usar e fornecem benefícios adicionais, incluindo diminuição do risco de cânceres de ovário e endométrio. O uso de anticoncepcionais ajuda a controlar o ciclo hormonal, reduz os sangramentos e a dor em mais de 80% dos casos.

O DIU Mirena e a injeção de Depo-Provera também são opções válidas.

2. Agonistas e antagonistas do hormônio liberador de gonadotropina (GnRH).

Esse grupo de fármacos bloqueia a produção de hormônios estimulantes do ovário, diminuindo os níveis de estrogênio e impedindo a menstruação. Isso cria uma menopausa artificial e faz com que o tecido endometrial encolha.

O tratamento reduz a dor em 80% dos pacientes e ajuda a diminuir o tamanho da endometriose. Esse tratamento pode ser usado por até 12 meses. A menstruação e a fertilidade retornam quando a medicação é interrompida.

3. Danazol

Embora o danazol seja extremamente eficaz no tratamento da dor da endometriose (90% de taxa de sucesso), ele não é tão utilizado devido aos seus efeitos colaterais androgênicos, tais como acne, câimbras, ganho de peso, crescimento de pelos e voz mais grossa.

Cirurgia para endometriose

A cirurgia é indicada nos casos de dor severa, grande sangramento, infertilidade ou ausência de resposta ao tratamento clínico. A cirurgia visa a remoção dos tecidos endometriais e adesões que possam já existir. Atualmente, a cirurgia mais usada é a laparoscopia.

A laparoscopia é uma técnica cirúrgica menos invasiva usada para visualizar, diagnosticar e remover o tecido endometrial. O cirurgião pode remover ou cauterizar as lesões de endometriose.

Para as pacientes que querem engravidar, mas não conseguem, o tratamento cirúrgico é a melhor opção.

Em casos muito graves, com múltiplos implantes de endometriose e ausência de resposta a outras formas de tratamento, pode ser necessária a remoção de todo o útero e/ou ovários.

A cirurgia para extrair tecido endometrial ectópico oferece alívio temporário. Na ausência de tratamento contínuo, é comum a endometriose recidivar. Para prevenir o reaparecimento da doença, muitas vezes é necessário o uso de medicamentos que suprimem a atividade ovariana. Em situações específicas, a remoção dos ovários pode ser considerada para evitar a recorrência da endometriose.

Endometriose tem cura?

A endometriose é uma condição crônica para a qual, até o momento, não existe cura definitiva. O tratamento foca em gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. A escolha do tratamento varia consoante os sintomas, a severidade da condição, a idade da paciente e o desejo de gravidez. Embora a endometriose possa ser gerenciada com sucesso, os tratamentos atuais não garantem a eliminação permanente da doença.


Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Maria José

    Dr, achei muito útil todas suas explicações. Dr. Depois que fiz menopausa não aguento mais ter sexo, doi tanto que rasga e sangra, acabou minha vida com meu marido. Esse problema existe solução? porque já fui na ginecologista fiz uma seção não lembro o nome mais é escovou meu útero doeu de mais sangrou não consegui ir até o final e não voltei mais para as próximas seção.
    Sinto infeliz, vc pode me exclareser sobre. Obrigado

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Após a menopausa, muitas mulheres desenvolvem a chamada atrofia vaginal ou síndrome geniturinária da menopausa: a vagina fica mais fina, seca, pouco lubrificada e pouco elástica. A consequência é exatamente o que você descreve: ardor, dor intensa na penetração, sensação de “rasgar” e até sangramento.

    O tratamento costuma envolver:

    1. Estrogênio vaginal em creme, comprimido ou anel (dose baixa, com pouca absorção para o sangue), que recupera a lubrificação e a elasticidade.
    2. Hidratantes vaginais de uso contínuo e lubrificantes à base de água ou silicone na hora da relação.
    3. Em alguns casos, fisioterapia pélvica e uso de dilatadores ajudam a readaptar a vagina ao contato sem dor.

    O ideal é você procurar outra ginecologista, explicar que a dor é intensa e pedir avaliação focada em atrofia vaginal e dor na relação. Também é importante examinar esse sangramento para descartar feridas ou pólipos.

  2. Suelane

    Que tipo de exame posso fazer para constatar a endometriose, Dr. Pedro?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Os principais exames para investigar endometriose são:

    – Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal: exame de imagem detalhado, indicado para avaliar lesões profundas;
    – Ressonância magnética da pelve: útil para mapear a extensão da doença, especialmente em casos mais complexos;
    – Videolaparoscopia: exame cirúrgico considerado padrão-ouro para diagnóstico definitivo, permitindo visualizar diretamente e, se necessário, tratar as lesões.

    A escolha do exame depende dos sintomas e da suspeita clínica. O ideal é discutir com seu ginecologista qual abordagem é mais indicada no seu caso.

  3. Silvana Valente

    A endometriose pode causar dores de cabeça fortíssimas antes e durante os primeiros dias do ciclo menstrual?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Há uma relação entre endometriose e enxaqueca durante o ciclo menstrual. Ambas as condições estão ligadas a flutuações hormonais, especialmente dos níveis de estrogênio. Mulheres com endometriose têm maior probabilidade de sofrer de enxaquecas menstruais, que costumam ocorrer antes ou durante a menstruação, quando há queda abrupta nos níveis hormonais. Além disso, a inflamação crônica e a sensibilidade à dor características da endometriose podem contribuir para a intensificação das crises de enxaqueca.

  4. Esmenia de Moraes

    Olá, no caso de endometriose já tratada, mesmo com a menstruação suspensa, é possível continuar a ter as terríveis cólicas características da doença? 

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, apesar de menos comum, mesmo com a menstruação suspensa e a endometriose tratada, ainda é possível ter cólicas, pois pode haver aderências e inflamações residuais.

  5. Lili Araújo

    Quem tem endometriose, mesmo tomando anticoncepcional continua sentindo colicas?

    Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Autor

    Sim, o anticoncepcional ajuda, pois ele diminui os sangramentos, mas não elimina a dor totalmente.

  6. Cibele

    Amei a informação. Desde de agora tenho certeza que sou mais uma mulher com endometriose. Sintomas totalmente iguais aos que estou sentindo. Virei Hulk de tanta dor abdominal,enchaco,prisão de ventre,entre outros. Tenho 38anos ,nunca imaginei ter esse vestígio,até pq desconheço alguém na família.

  7. Simone oliveira dos santos

    Eu tenho endometriose no útero e quero engravidar, posso? Como devo fazer para engravidar? Tenho 30 anos e um filho de 13.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, você pode engravidar tendo endometriose. O ideal é consultar um ginecologista especialista para avaliar a extensão da doença e orientar sobre o melhor caminho, que pode incluir tentativa natural ou tratamento de fertilidade, dependendo do caso.

  8. Suzane

    Dr. Quais são os sintomas mais comuns da endometriose e como posso saber se tenho a doença?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Os sintomas da endometriose variam, mas os mais comuns incluem cólicas menstruais intensas (dismenorreia), dor pélvica crônica, dor durante relações sexuais (dispareunia), menstruação irregular e às vezes problemas gastrointestinais durante o período menstrual. Algumas mulheres também têm fadiga e desconforto geral. Se você suspeita ter endometriose, é importante consultar um ginecologista para um diagnóstico preciso, que pode incluir exames de ultrassonografia e, em alguns casos, até laparoscopia.

  9. Laismegastar

    Tenho cólicas menstruais, tomo remédio para combate-las. A dor da endometriose passa com analgésico?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    A dor causada pela endometriose pode até melhorar temporariamente com analgésicos comuns e anti-inflamatórios não esteroides (por exemplo, ibuprofeno ou ácido mefenâmico), mas muitas vezes não desaparece completamente, especialmente nos casos moderados a graves. Isso ocorre porque a dor da endometriose não é apenas cólica menstrual simples, mas sim resultado de um processo inflamatório crônico causado pela presença de tecido endometrial fora do útero.

  10. Rosania Oliveira Ribeiro

    Gostaria de saber se o sr. conhece algum hospital público que trata de endometriose que possa me indicar? Desde já obrigada.

    Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde Autor

    Qualquer hospital público que tenha serviço de ginecologia teoricamente pode tratar endometriose.

Envie sua dúvida sobre este artigo

Escreva uma pergunta clara, objetiva e relacionada ao tema do texto. Dúvidas que também possam ajudar outros leitores têm prioridade. Perguntas sobre casos pessoais, pedidos de diagnóstico ou orientação médica individualizada podem não ser publicadas.