Qual é o anticoncepcional mais indicado para cada tipo de mulher?


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Revisado e atualizado em outubro 12, 2025
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Melhor método anticoncepcional para cada caso: idade, doenças, amamentação, etc.

As mulheres que utilizam métodos anticoncepcionais são habitualmente jovens e sem problemas graves de saúde. Por isso, boa parte delas não se preocupa muito com efeitos adversos nem complicações na hora de escolher o seu método anticoncepcional. Muitas até começam a utilizar um contraceptivo sem nenhuma orientação médica prévia.

O problema é que nem toda mulher jovem é necessariamente um indivíduo plenamente saudável. Pelo contrário, é muito comum encontrarmos exemplos de mulheres jovens que sejam fumantes ou que tenham obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, enxaqueca, mioma uterino ou outros problemas de saúde, muitas vezes ainda desconhecidos pelas próprias.

Existem atualmente no mercado métodos contraceptivos para todos os gostos. Há métodos provisórios ou definitivos; há métodos hormonais e não-hormonais; há drogas por via oral, injetável, adesivos ou para uso nos órgãos genitais; há métodos de uso diário, semanal, mensal ou que duram até 5 anos; há métodos que podem prevenir algumas doenças ou mesmo tratá-las; e há métodos que, se não forem bem indicados, podem causar efeitos colaterais importantes ou agravar situações clínicas já pré-existentes.

Portanto, a escolha do método anticoncepcional mais indicado para o seu caso não deve ser banalizada, pois, ao escolher um método errado, você pode não só deixar de obter vantagens clínicas, como também apresentar problemas de saúde decorrentes desta má escolha.

Dentre os diferentes tipos de contracepção, aqueles baseados na administração dos hormônios progesterona e estrogênio, sejam eles por via oral, injetável, transcutânea, subcutânea ou por aplicação vaginal, são os que costumam apresentar uma maior frequência de efeitos colaterais ou advertências em relação a determinadas condições clínicas. Mas eles não são os únicos.

Neste artigo, vamos fazer um resumo das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e do departamento de saúde inglês sobre as indicações e contraindicações dos principais métodos contraceptivos.

Classificação dos métodos contraceptivos indicados para cada situação

Vamos citar algumas doenças comuns e mostrar quais são os métodos contraceptivos aceitáveis ou não para cada situação.

Os métodos anticoncepcionais descritos no texto serão classificados em 4 categorias:

  1. Não há restrição alguma ao uso do método nesta situação.
  2. Há um baixo risco, mas os benefícios se sobrepõem aos riscos nesta situação.
  3. Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação.
  4. Há um risco muito elevado e o método é contraindicado nesta situação.
  • Quando o método é classificado nas categorias 1 e 2, ele pode ser indicado para os pacientes com aquela determinada doença.
  • Quando o método é classificado na categoria 3, ele só deve ser usado caso não haja outra opção disponível.
  • Quando o método é classificado como categoria 4, ele não deve ser usado em hipótese alguma.

Melhor anticoncepcional para mulheres acima de 40 anos

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona)
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios destes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Nota: o anticoncepcional injetável hormonal (de administração trimestral) passa a ser considerado categoria 2 após os 45 anos de idade.

Melhor anticoncepcional para mulheres com menos de 18 anos

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona)
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.
  • Implante anticoncepcional.
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal)
  • Minipílula (pílula de progesterona)
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

Qual anticoncepcional usar se você é fumante

Mulheres com menos de 35 anos

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona)
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Mulheres com mais de 35 anos e até 14 cigarros, em média, por dia

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

3. Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Mulheres com mais de 35 anos e mais de 15 cigarros, em média, por dia

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

4. Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contra-indicados nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Contraceptivos mais indicados para mulheres obesas

Mulheres com IMC entre 30 e 34,9 kg/m²

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio ou progesterona.

Mulheres com IMC entre 35 e 39,9 kg/m²

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

3. Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Mulheres com IMC maior que 40 kg/m²

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

4. Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contraindicados nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Leitura sugerida: Como calcular IMC e descobrir o seu peso ideal.

Opções de contracepção para mulheres com hipertensão arterial

Mulheres hipertensas com níveis de pressão arterial abaixo de 159/99 mmHg

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

3. Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Mulheres hipertensas com níveis de pressão arterial acima de 160/100 mmHg

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • DIU de cobre.
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU Mirena (hormonal).

4. Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contraindicados nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Leitura sugerida: Hipertensão arterial: causas e fatores de risco.

Anticoncepcionais seguros para mulheres que já tiveram um AVC

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • DIU de cobre.
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU Mirena (hormonal).

Nota: se a paciente teve um AVC enquanto usava um implante ou a minipílula, o risco desses métodos passa a ser considerado categoria 3 e a sua manutenção é desencorajada.

3. Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:

  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

4. Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contraindicados nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Leitura sugerida: AVC (derrame cerebral): sintomas, causas e tratamento.

Contraceptivos para mulheres com histórico de doença cardíaca isquêmica

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • DIU de cobre.
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU Mirena (hormonal).

Nota: se a paciente teve uma isquemia cardíaca enquanto usava implante, DIU Mirena ou minipílula, o risco desses métodos passa a ser considerado categoria 3 e a sua manutenção é desencorajada.

3. Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:

  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

4. Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contraindicados nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Leitura sugerida: Infarto do miocárdio | Causas, como surge e prevenção

Anticoncepcionais indicados para mulheres com dor de cabeça frequente

Mulheres com dor de cabeça comum (que não é classificada como enxaqueca)

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Todos os métodos contraceptivos são considerados categoria 1.

Porém, se a paciente tem dor de cabeça frequente e já usa Pilula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona), adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona, esses passam a ser considerados categoria 2. Nestes casos, a troca por outro método não é obrigatória, mas pode ajudar.

Mulheres com menos de 35 anos e enxaqueca sem aura

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • DIU de cobre.
  • Camisinha masculina.

Nota: se a paciente já usa a minipílula, esse método passa a ser considerado categoria 2. A troca por um método considerado categoria 1 não é obrigatória, mas pode ajudar.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU Mirena (hormonal).

Nota: se a paciente já usa Pilula anticoncepcional combinada, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, esses métodos passam a ser considerados como categoria 3 e a sua manutenção é desencorajada.

Mulheres com mais de 35 anos e enxaqueca sem aura

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Minipílula (pílula de progesterona)
  • DIU de cobre.
  • Camisinha masculina.

Nota: se a paciente já usa a minipílula, esse método passa a ser considerado categoria 2. A troca por um método considerado categoria 1 não é obrigatória, mas pode ajudar.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU Mirena (hormonal).

3. Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Nota: se a paciente já usa pilula anticoncepcional combinada, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, esses métodos passam a ser considerados categoria 4 e a sua manutenção é contraindicada.

Mulheres de qualquer idade com enxaqueca com aura

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • DIU de cobre.
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Implante anticoncepcional.
  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • DIU Mirena (hormonal).

Nota: se a paciente já usa qualquer um dos métodos acima, eles passam a ser considerados categoria 3 e a sua manutenção é desencorajada.

4. Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contraindicados nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Leitura sugerida: Enxaqueca (migrânea): o que é, sintomas e tratamento.

Contracepção para diabéticas

Diabetes com menos de 20 anos de duração e sem complicações vasculares

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • DIU de cobre.
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU Mirena (hormonal).

Diabetes com mais de 20 anos de duração ou com complicações vasculares (incluindo nefropatia, retinopatia ou neuropatia)

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • DIU de cobre.
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU Mirena (hormonal).

3. Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

Nota: se as complicações vasculares foram graves, os métodos listados acima como categoria 3 podem ser considerados categoria 4.

Leitura sugerida: O que é diabetes mellitus (+ causas, sintomas e tipos).

Opções de contracepção para mulheres com problemas da tireoide

Bócio simples, hipotireoidismo ou hipertireoidismo

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Todos os métodos contraceptivos são considerados categoria 1, pois nenhum deles comprovadamente tem influência sobre a tireoide.

Leitura sugerida: Doenças, problemas e sintomas da tireoide.

Melhores anticoncepcionais para mulheres com endometriose

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Implante anticoncepcional.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • DIU de cobre.

Leitura sugerida: Endometriose: o que é, sintomas e tratamento.

Métodos anticoncepcionais no caso de tumores benignos do ovário (incluindo cistos)

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Todos os métodos contraceptivos são considerados categoria 1, pois nenhum deles comprovadamente tem influência sobre tumores benignos do ovário.

Leitura sugerida: Cisto no ovário: o que é, causas, sintomas e tratamento.

Anticoncepcionais indicados em caso de mioma uterino

Miomas que não provocam deformação da cavidade uterina

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Implante anticoncepcional.
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).

Miomas que provocam deformação da cavidade uterina

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.
  • Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).
  • Minipílula (pílula de progesterona).
  • Implante anticoncepcional.
  • Camisinha masculina.

4. Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contraindicados nesta situação:

  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).

Leitura sugerida: Mioma uterino: o que é, sintomas e tratamento.

Anticoncepcionais indicados se houver histórico de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar

1. Não há restrição alguma ao uso dos seguintes métodos contraceptivos:

  • DIU de cobre.
  • DIU Mirena (hormonal).
  • Camisinha masculina.

2. Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:

  • Minipílula (pílula de progesterona)

Em pacientes com trombose já tratada e risco controlado, o anticoncepcional injetável (Depo-Provera) e o implante anticoncepcional podem ser considerados categoria 2, dependendo da avaliação individual.

4. Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contraindicados nesta situação:

  • Pílula anticoncepcional combinada (com estrogênio e progesterona).
  • Adesivo anticoncepcional.
  • Anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Leitura sugerida: Trombose venosa profunda (TVP) – Trombose na perna.

Conclusão

A escolha do método anticoncepcional mais adequado deve considerar idade, comorbidades, fatores de risco e preferências individuais. Embora muitas mulheres possam usar qualquer método com segurança, há situações em que determinadas opções devem ser evitadas por risco aumentado de efeitos adversos. A avaliação médica personalizada continua sendo essencial para garantir eficácia, segurança e conforto no uso do anticoncepcional.


Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. gabriel silva santos

    Fiz uma questão de uma prova na minha escola de enfermagem, e uma enfermeira que é minha professora fez uma questão na prova dizendo que para a escolha do método contraceptivo a opinião do profissional não importa. Vou fazer um recurso pra anular a questão dela, pois na minha opinião a o diagnostico do profissional é mais que importante pra escolha do método, é essencial. Gostaria muito que o senhor deixa-se algum comentário sobre, obrigado.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Obviamente importa. Há casos de contraindicação médica a determinado tipos de contraceptivos, especialmente os anticoncepcionais hormonais. Um profissional obviamente deve opinar se uma paciente com história pessoal ou familiar de trombose disser que quer tomar a pílula conjugada. Uma paciente de 40 anos, obesa e fumante também não deveria tomar a pílula. Pacientes com suspeita de câncer, com doença hepática ativa, com sangramento vaginal recorrente, com suspeita de infecção vaginal, etc, devem ouvir a opinião do médico(a) antes de decidir pelo tipo de contraceptivo que vão utilizar. Outro exemplo: se uma mulher cujo marido é HIV positivo resolver que prefere usar o DIU em vez de um método de barreira, também precisa de orientação médica. Há vários exemplos possíveis.

  2. Edna Martins

    É normal aumentar o sangramento e ter cólicas, dias após colocar o diu mirena?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    É relativamente comum ter um aumento no sangramento menstrual e ter cólicas após a inserção do DIU Mirena. Porém, à distância, eu não consigo dizer se o seu sangramento e sua dor especificamente estão dentro do que a gente considera normal. O ideal é você entrar em contato com a sua ginecologista.

  3. Thalita

    Tenho 24 anos , eu tomo a vacina CONTRACEP a 2 Anos e fumo cigarro as vezes ! Posso fuma ainda ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não existe uma quantidade mínima de cigarro segura. A única quantidade que não faz mal é ZERO. É não fumar.

  4. Nadja

    Ola, Boa noite. Tenho 28 anos
    Sofro de enxaqueca em periodos de Tpm
    Preciso fazer uso do anticoncepcional, tenho ovarios policisticos e sofro muitoo os sintomas
    Qual seria o melhor metodo?
    Pilula meu estomago não aceita mais
    Grata

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Converse com o seu ginecologista sobre a minipílula e o DIU. Veja com ele qual seria o melhor método pra você.

  5. Laura

    Olá, gostaria de tirar uma dúvida, tenho 17 anos e tenho 80% a pré disposição a ter trombose, ainda sou virgem mas quero começar minha vida sexual, fui a uma ginecologista e ela me disse que minha única opção fora a camisinha é o implante subcutâneo, porém acho que sou muito nova para isso, e como só posso com o hormônio progesterona, eu gostaria de saber se no meu caso é indicada a minipilula ou o implante mesmo? Obrigada.

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Na sua idade e com os seus fatores de risco, o melhor de todos é a camisinha, pois ela impede a gravidez e a transmissão de doenças sexuais, que é muito comum na sua faixa etária. Mas pra frente, você pode pensar em usar o DIU.

  6. Ana

    Olá, gostaria de tirar uma dúvida. Tenho 21 anos e uso a pílula anticoncepcional (estrogênio e progesterona) e também a camisinha masculina. Pratico musculação e, pesquisando na internet, vi pessoas afirmando que o uso da pílula reduz a testosterona livre e isso prejudica os resultados da musculação.
    Como sou leiga no assunto, gostaria de saber se realmente existe essa relação, e se seria recomendável eu procurar um endocrinologista.
    Outra dúvida, é arriscado usar diu de cobre quando não se tem um parceiro fixo? Mesmo fazendo uso da camisinha?
    Obrigada.

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    1- Não há evidências de que a pílula reduza a performance ou os resultados dos treinos.
    2- Não há nenhum problema com o DIU de cobre, mesmo não tendo parceiro fixo.

  7. ELISANGELA

    Faltou para mulheres com problemas vasculares (varizes, veias, dormência nas pernas)

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Na verdade, eu selecionei algumas situações. Obviamente, vão sempre faltar muitas outras. Se você tem muitas varizes e sinais de insuficiência venosa, o ideal é evitar anticoncepcionais hormonais.

  8. Sandra

    Olá, boa tarde. Eu tenho 42 anos, até hoje não tive doenças crônicas, quer dizer, somente dores de cabeça se eu ficar muito tempo no sol ou beber álcool. A vida inteira tomei Nordette, penso que o meu organismo se acostumou, eu gostaria de mudar a pílula, me indica alguma?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Qual é exatamente o motivo da troca?

  9. Leticia

    Olá Doutor! Tenho epilepsia e gostaria de saber qual a melhor pílula para tomar, tomo Depakne 250 mg por dia.
    Leticia

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    O ácido valproico é um dos fármacos anti-epiléticos que não interferem no efeito da pílula. Porém, o oposto pode ocorrer, os estrogênios podem reduzir a eficácia do valproato. Converse com o seu ginecologista sobre o DIU.

  10. Ana Bárbara

    Olá doutor tenho 27anos e tomo.atenelol de 25 mg duas vezes ao dia comecei a tomar depois de um acidente fiquei tendo picos de pressão e junto com esses picos taquicardia fiz eletrocardiograma e a médica me passou esta medicação então estava sem tomar nenhum anticoncepcional queria saber qual o melhor nesse meu caso ?? Obg

    Pedro Pinheiro Autor

    Algum método não hormonal é o melhor. Provavelmente o DIU. Converse com o seu ginecologista.

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