Aneurisma: o que é, causas, sintomas e tratamento


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Revisado e atualizado em novembro 14, 2025
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O que é um aneurisma?

Aneurisma é uma dilatação anormal, permanente e localizada de um vaso sanguíneo, geralmente de uma artéria. Em termos simples, é como se um trecho da artéria “estufasse” devido ao enfraquecimento da sua parede.

Na prática, considera-se aneurisma quando o diâmetro daquele segmento do vaso está pelo menos 50% maior do que o tamanho normal esperado. Esse enfraquecimento da parede arterial costuma ocorrer por doenças que provocam perda de elasticidade, degeneração das fibras elásticas e do colágeno, tornando o vaso mais frágil e propenso a dilatar.

O grande problema do aneurisma é o risco de ruptura, que pode causar hemorragia maciça e colocar a vida do paciente em perigo em poucos minutos. Em geral, quanto maior o aneurisma e quanto mais rápido ele cresce, maior o risco de romper.

Embora qualquer artéria do corpo possa desenvolver uma dilatação aneurismática, os locais mais frequentemente acometidos são:

  • A artéria aorta, o maior vaso sanguíneo do organismo.
  • Os vasos cerebrais, responsáveis pela irrigação do cérebro.
Aneurisma da aorta abdominal
Aneurisma da aorta

Quando um aneurisma de aorta ou um aneurisma cerebral rompe, o quadro costuma ser súbito e grave, muitas vezes com risco elevado de morte.

Falamos especificamente do aneurisma cerebral e da aorta nos seguintes artigos:

Tipos de aneurismas

Para entender os diferentes tipos de aneurismas, é importante lembrar que as artérias são formadas por três camadas:

  • Íntima: camada mais interna, em contato direto com o sangue.
  • Média: camada muscular responsável pela elasticidade do vaso.
  • Adventícia: camada externa, de sustentação e maior resistência.

O modo como essas camadas se dilatam, se rompem ou deixam de existir determina o tipo específico de aneurisma ou pseudoaneurisma.

Aneurismas

Aneurisma sacular

O aneurisma sacular é uma dilatação localizada que se projeta como uma pequena bolsa em apenas um lado da artéria. É o tipo mais frequente nos aneurismas cerebrais.

Apesar da deformidade, o aneurisma sacular é um aneurisma verdadeiro, ou seja, sua parede ainda é composta pelas três camadas da artéria. Essas camadas, porém, tornam-se muito afinadas e degeneradas.

Aneurisma fusiforme

O aneurisma fusiforme envolve a dilatação circunferencial da artéria, afetando toda a sua volta. É típico da aorta, principalmente por degeneração crônica da camada média ou aterosclerose.

Assim como no sacular, o aneurisma fusiforme também é um aneurisma verdadeiro, mantendo as três camadas da parede, embora debilitadas.

Dissecção arterial (aneurisma dissecante)

A dissecção arterial não constitui um aneurisma, embora ambas as condições possam coexistir.

A dissecção arterial ocorre quando há uma ruptura na camada íntima, a porção mais interna da artéria que fica em contato direto com o sangue. Essa ruptura permite que o sangue penetre na parede do vaso e se infiltre entre a íntima e a camada média, separando-as e criando um falso lúmen (falsa luz).

A pressão contínua do fluxo sanguíneo faz com que esse descolamento possa se estender ao longo da artéria, “rasgando” a parede em comprimento progressivo. A partir desse ponto, o sangue passa a circular por dois trajetos: a luz verdadeira, que é o caminho normal do vaso, e a luz falsa, formada pela separação das camadas.

O termo atualmente recomendado é dissecção arterial, sendo a dissecção da aorta a apresentação mais frequente e, em geral, a de maior gravidade clínica.

Pseudoaneurisma

O pseudoaneurisma, ao contrário do aneurisma verdadeiro, não corresponde a uma dilatação envolvendo todas as camadas íntegras da parede arterial. O que ocorre é uma solução de continuidade da parede do vaso, com ruptura da íntima e da média (e, muitas vezes, também da adventícia), permitindo o extravasamento de sangue para fora da artéria. Esse sangue, entretanto, permanece em comunicação com o lúmen da artéria, ou seja, continua ligado ao vaso original, formando um hematoma pulsátil que é contido não pela parede arterial normal, mas por estruturas de contenção ao redor.

A “parede” do pseudoaneurisma, portanto, é constituída por adventícia residual quando presente, trombo organizado e/ou tecido conjuntivo das estruturas vizinhas, e não pelas três camadas típicas (íntima, média e adventícia).

Em termos práticos, trata-se de uma ruptura contida da artéria. Por ser uma situação estruturalmente muito mais frágil do que o aneurisma verdadeiro, o pseudoaneurisma é considerado mais instável e geralmente associado a maior risco de expansão e de ruptura com sangramento significativo.

O que causa um aneurisma?

A formação de um aneurisma está relacionada a uma combinação de degeneração da parede arterial, alterações estruturais do tecido conjuntivo e fatores que aumentam a pressão ou o estresse sobre o vaso. Alguns desses fatores são modificáveis, enquanto outros dependem de genética ou doenças associadas.

Principais fatores de risco

Os fatores mais frequentemente relacionados ao desenvolvimento de aneurismas incluem:

  • Tabagismo: principal fator de risco modificável, especialmente para aneurisma da aorta abdominal.
  • Hipertensão arterial: aumenta a pressão sobre a parede da artéria e acelera sua degeneração.
  • Aterosclerose: processo inflamatório crônico da parede arterial, frequentemente associado a colesterol alto, que causa perda de elasticidade da camada média, tornando o vaso mais propenso a dilatar.
  • Idade avançada: o risco aumenta progressivamente a partir dos 60 anos.
  • História familiar: parentes de primeiro grau têm risco maior.
  • Sexo: o aneurisma de aorta é mais comum em homens; já os aneurismas cerebrais são ligeiramente mais frequentes em mulheres.
  • Uso de cocaína ou estimulantes: eleva agudamente a pressão arterial e o estresse sobre a parede arterial.

Doenças e condições associadas

Algumas doenças genéticas ou inflamatórias comprometem o tecido conjuntivo da parede arterial e aumentam o risco de aneurismas. As mais importantes são:

  • Síndrome de Marfan: Doença genética do tecido conjuntivo que causa fragilidade da parede aórtica devido a alterações na fibrilina-1. Aneurismas tendem a crescer mais rápido, especialmente na aorta ascendente, aumentando o risco de dissecção e ruptura.
  • Síndrome de Loeys–Dietz: causa alterações importantes no colágeno e na elastina, deixando as artérias extremamente frágeis. Por isso, os aneurismas nesses pacientes podem crescer rapidamente e romper em diâmetros menores do que aqueles considerados seguros para a população geral.
  • Síndrome de Ehlers-Danlos (tipo vascular): Distúrbio do colágeno que enfraquece a camada adventícia das artérias. Caracteriza-se por vasos muito frágeis, com risco elevado de aneurismas, dissecções e rupturas espontâneas, muitas vezes em idades jovens.
  • Doença renal policística autossômica dominante: além dos cistos renais, essa doença altera o tecido conjuntivo vascular, aumentando o risco de aneurismas intracranianos, especialmente em pessoas com história familiar de aneurisma ou AVC hemorrágico.
  • Vasculites (ex.: arterite de Takayasu, arterite temporal): inflamações da parede arterial que levam ao enfraquecimento da camada média e adventícia. A inflamação crônica pode resultar em dilatações aneurismáticas ou estenoses, dependendo do vaso acometido.
  • Infecções (pseudoaneurismas infecciosos, aneurismas micóticos): infecções bacterianas ou fúngicas podem invadir e destruir a parede arterial, criando aneurismas frágeis e de alto risco de ruptura. Costumam ocorrer em pacientes com endocardite infecciosa ou imunossupressão.
  • Síndrome de Moyamoya: doença cerebrovascular caracterizada pela obstrução progressiva das artérias do polígono de Willis. Para compensar, formam-se vasos colaterais frágeis, que aumentam o risco de aneurismas intracranianos, mas não de aneurismas em outras partes do corpo.
  • Trauma ou procedimentos invasivos: lesões diretas na artéria — por acidentes, cirurgias ou punções arteriais — podem romper a parede do vaso, levando à formação de pseudoaneurismas, que são rupturas contidas e muito instáveis.

Sintomas de um aneurisma

A maioria dos aneurismas permanece assintomática por anos e costuma ser descoberta de forma incidental durante exames de imagem, como tomografia computadorizada.

Os sintomas geralmente surgem quando o aneurisma cresce rapidamente, começa a comprimir estruturas vizinhas, disseca ou entra em processo de ruptura, situação que constitui uma emergência médica.

A seguir, explicamos sucintamente os principais sintomas de um aneurisma conforme a sua localização.

Aneurisma da aorta torácica

Muitos aneurismas torácicos não causam sintomas até que fiquem grandes. Quando sintomas aparecem, podem incluir:

  • Dor torácica súbita e intensa, frequentemente descrita como “rasgando” ou “em facada”, podendo irradiar para as costas.
  • Dor interescapular (entre as escápulas).
  • Falta de ar, rouquidão ou dificuldade para engolir, quando o aneurisma comprime estruturas próximas.

Quando há dissecção da aorta torácica, o quadro é tipicamente abrupto, com dor muito intensa, sudorese, agitação e possível queda de pressão, muitas vezes lembrando um infarto agudo do miocárdio.

Aneurisma da aorta abdominal

Os aneurismas da aorta abdominal também costumam ser silenciosos. Quando sintomáticos, podem causar:

  • Dor abdominal intensa ou persistente, de início súbito ou gradual.
  • Dor lombar irradiada para as costas.
  • Sensação de massa pulsátil no abdômen.

Quando esse aneurisma está prestes a romper ou rompe efetivamente, ocorrem:

  • Dor abdominal ou lombar súbita e muito forte.
  • Palidez, sudorese fria.
  • Hipotensão e choque circulatório.

Aneurisma cerebral

Os aneurismas cerebrais não rotos geralmente não causam sintomas, a menos que comprimam nervos cranianos, causando:

  • Dor localizada atrás do olho.
  • Visão dupla.
  • Queda da pálpebra (ptose).
  • Alterações pupilares.

Quando o aneurisma cerebral rompe, causa o que o paciente costuma classificar como a “pior dor de cabeça da vida”. Os sintomas de um rompimento de aneurisma cerebral incluem:

  • Dor de cabeça explosiva e súbita.
  • Náuseas e vômitos.
  • Rigidez de nuca.
  • Perda de consciência.
  • Sinais neurológicos semelhantes aos de um AVC.

A ruptura de um aneurisma cerebral é uma emergência com elevada mortalidade.

Diagnóstico

A detecção precoce de um aneurisma é essencial para evitar complicações graves, como ruptura ou dissecção. O método de diagnóstico mais adequado depende da localização do aneurisma e do quadro clínico do paciente.

Ultrassonografia

A ultrassonografia é o exame mais usado para identificar aneurismas da aorta abdominal.
É um método simples, rápido, indolor e sem radiação.

  • É o exame indicado para rastreio de aneurisma da aorta abdominal em homens de 65 a 75 anos que já fumaram, conforme diretrizes internacionais.
  • Não é útil para aneurismas cerebrais, pois o crânio impede a visualização direta dos vasos.

Tomografia Computadorizada (Angio-TC)

A angio-TC é um dos exames mais importantes no diagnóstico de aneurismas da aorta torácica e abdominal. Ela fornece imagens muito detalhadas e permite:

  • Medir o tamanho exato do aneurisma.
  • Avaliar sua forma.
  • Identificar sinais de dissecção.
  • Detectar ruptura ou hemorragia retroperitoneal.

Por ser rápida, é o exame de escolha nas emergências, como suspeita de ruptura de aneurisma ou dissecção aórtica. A desvantagem é o uso de radiação e contraste iodado.

Ressonância Magnética (RM e Angio-RM)

A RM produz excelentes imagens sem radiação ionizante.

A angio-RM é especialmente útil para:

  • Aneurismas cerebrais.
  • Aneurismas da aorta torácica em pacientes que não podem receber contraste iodado.
  • Acompanhamentos seriados de aneurismas em pacientes jovens.

Não é ideal em situações emergenciais, pois é um exame mais demorado e menos disponível.

Angiografia por subtração digital (ASD)

A angiografia é considerada o padrão-ouro para avaliação detalhada dos aneurismas cerebrais.

Permite visualizar diretamente o vaso, medir o colo do aneurisma e planejar o tratamento endovascular (coils, stents, flow diverters).

É um exame invasivo, mas extremamente preciso.

Tratamento

O tratamento do aneurisma depende principalmente de três fatores:

  • Localização do aneurisma.
  • Tamanho e velocidade de crescimento.
  • Presença ou não de sintomas, dissecção ou ruptura.

Em linhas gerais, aneurismas pequenos e estáveis podem ser apenas acompanhados, enquanto aneurismas grandes, sintomáticos ou com alto risco de ruptura costumam exigir intervenção cirúrgica ou endovascular.

Tratamento da dissecção aórtica

A dissecção da aorta é classificada segundo o sistema de Stanford, que divide a doença em dois grandes grupos:

Dissecção tipo A

  • Envolve qualquer segmento da aorta ascendente, podendo ou não se estender para o arco aórtico e a aorta descendente.
  • É a forma mais grave, porque pode comprometer:
    • válvula aórtica.
    • artérias coronárias.
    • perfusão cerebral.
  • Sempre exige tratamento cirúrgico imediato, pois o risco de morte sem cirurgia nas primeiras 48 horas é muito alto.

Dissecção tipo B

  • Acomete somente a aorta descendente, sem envolver a aorta ascendente.
  • Frequentemente pode ser tratada inicialmente com controle agressivo da pressão arterial e da frequência cardíaca.
  • A intervenção endovascular (TEVAR) é indicada quando há complicações, como:
    • dor persistente.
    • isquemia de órgãos.
    • expansão rápida.
    • risco de ruptura.

Em resumo, o ponto crítico é:

  • Dissecção aórtica tipo A → cirurgia imediata.
  • Dissecção aórtica tipo B → tratamento medicamentoso inicial, com intervenção quando necessário.

Tratamento do aneurisma da aorta (não dissecante)

Nos aneurismas da aorta torácica ou abdominal, a decisão entre acompanhar ou operar leva em conta:

  • Diâmetro do aneurisma.
  • Taxa de crescimento ao longo do tempo.
  • Presença de sintomas (dor ou sinais de compressão de estruturas adjacentes).
  • Doenças associadas (Marfan, Loeys–Dietz, Ehlers-Danlos, etc.).

Cirurgia aberta para aneurisma da aorta

Na cirurgia aberta, a porção dilatada da aorta é removida e substituída por um enxerto sintético (prótese).

É um procedimento mais invasivo, com recuperação mais longa, porém muito eficaz e duradouro.

Costuma ser indicado para:

  • Aneurismas grandes ou de crescimento rápido.
  • Pacientes com anatomia desfavorável ao tratamento endovascular.
  • Alguns casos de dissecção aórtica, especialmente do tipo A, e dissecções complicadas do tipo B.

Reparo endovascular (stent-graft)

No reparo endovascular, uma endoprótese (stent-graft) é introduzida por uma artéria da virilha e guiada até o local do aneurisma sob radioscopia.

Ao ser aberta dentro da aorta, a prótese “forra” a parede interna do vaso e desvia o fluxo sanguíneo para dentro dela, reduzindo a pressão sobre o aneurisma.

Vantagens:

  • Procedimento menos invasivo.
  • Menor tempo de internação.
  • Recuperação mais rápida.

É amplamente utilizado em aneurismas da aorta abdominal (EVAR) e da aorta torácica (TEVAR), desde que a anatomia seja adequada.

Tratamento do aneurisma cerebral

O objetivo é impedir a ruptura ou tratar o aneurisma após uma hemorragia subaracnoide.

As principais opções são:

Clipagem cirúrgica

Cirurgia aberta em que o neurocirurgião realiza uma craniotomia e coloca um clip metálico na base (colo) do aneurisma, isolando-o da circulação.

É uma técnica consagrada, muito utilizada em aneurismas acessíveis por via cirúrgica.

Tratamento endovascular (coils, stents, flow diverters)

Neste método, um cateter é introduzido por uma artéria (geralmente femoral ou radial) até o aneurisma.

Podem ser utilizados:

  • Coils (espirais metálicas) para preencher o interior do aneurisma e promover trombose.
  • Stents ou flow diverters, que redirecionam o fluxo sanguíneo e facilitam a exclusão progressiva do aneurisma.

A escolha entre clipagem e tratamento endovascular depende de:

  • Tamanho e formato do aneurisma.
  • Localização.
  • Idade e condições clínicas do paciente.
  • Experiência da equipe.

Tratamento conservador e controle de fatores de risco

Para aneurismas pequenos, assintomáticos e de baixo risco de ruptura, muitas vezes a melhor conduta é o acompanhamento regular com exames de imagem (ultrassom, TC ou RM, dependendo da localização).

Além do seguimento, é fundamental:

Medicação

Não existe medicamento capaz de “curar” ou “desfazer” um aneurisma já formado. Os medicamentos atuam controlando fatores que aceleram o crescimento ou aumentam o risco de ruptura, mas não reduzem o diâmetro do aneurisma.

Os remédios habitualmente prescritos são usados para:

  • Reduzir a pressão arterial e o estresse sobre a parede do vaso (exemplos: beta-bloqueadores, iECA ou BRA),
  • Controlar dor.
  • Tratar fatores desencadeantes (por exemplo, infecção em pseudoaneurismas micóticos).

Nos casos de dissecção aórtica, especialmente tipo B não complicada, o controle medicamentoso da pressão e da frequência cardíaca é parte central do tratamento.

Intervenções emergenciais (ruptura e dissecção)

Quando ocorre ruptura de um aneurisma ou uma dissecção aórtica aguda, o quadro é uma emergência grave.

O paciente pode evoluir rapidamente com choque e risco elevado de morte.

Nessas situações, o tratamento inclui:

  • Estabilização hemodinâmica imediata.
  • Controle agressivo da pressão arterial.
  • Correção cirúrgica aberta ou endovascular o mais rápido possível, conforme o tipo e a localização do aneurisma ou da dissecção.

Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Margarida

    Muito bom artigo, fácil de ler e entender. Tenho uma pergunta: quem tem aneurisma pode viajar de avião com segurança?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Na maioria dos casos, sim — pacientes com aneurismas pequenos, estáveis e sem sintomas geralmente podem viajar de avião com segurança. No entanto, em situações de aneurismas grandes, com risco de ruptura ou em fase de acompanhamento para cirurgia, é necessário cautela. As viagens aéreas não causam aneurismas, mas a variação de pressão atmosférica e a imobilidade prolongada podem aumentar o risco de complicações cardiovasculares em pacientes mais frágeis. Portanto, quem tem um diagnóstico de aneurisma deve consultar o médico antes de embarcar, especialmente para voos longos ou internacionais, para avaliar se a viagem está liberada e se há necessidade de precauções adicionais.

  2. Cristiano

    Aneurisma tem cura?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    O aneurisma não tem cura definitiva sem intervenção cirúrgica ou endovascular. No entanto, muitos casos podem ser controlados e monitorados por anos com exames de imagem.

  3. Vanessa Pinho

    Quem tem aneurisma pode fazer exercícios físicos normalmente?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Depende do tipo, tamanho e localização do aneurisma, além das condições clínicas do paciente. Em geral, exercícios leves a moderados, como caminhadas, alongamentos ou atividades supervisionadas, são permitidos e até recomendados para o controle da pressão arterial e saúde cardiovascular. No entanto, atividades físicas intensas ou que elevem abruptamente a pressão arterial, como musculação com carga excessiva, crossfit ou esportes de alto impacto, podem representar risco, especialmente em aneurismas grandes ou instáveis. Sempre é fundamental que o paciente converse com o médico antes de iniciar qualquer atividade física, pois cada caso deve ser avaliado individualmente.

  4. Bárbara

    Doutor Pedro, aneurisma pode virar AVC?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, um aneurisma pode levar a um tipo específico de AVC, chamado acidente vascular cerebral hemorrágico, especialmente quando o aneurisma se localiza no cérebro. Um aneurisma cerebral é uma dilatação anormal de uma artéria intracraniana, que pode se romper e provocar o extravasamento de sangue no espaço subaracnoide — uma condição conhecida como hemorragia subaracnoide. Esse quadro representa uma forma grave de AVC, com alto risco de sequelas e mortalidade. Portanto, embora o aneurisma em si não seja um AVC, sua ruptura pode causá-lo. Já aneurismas localizados em outras partes do corpo, como a aorta, não provocam AVCs, mas sim outras complicações, como hemorragia interna grave.

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