Carcinoma de células escamosas da pele (carcinoma espinocelular)


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Revisado e atualizado em outubro 14, 2025
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O que é câncer de pele?

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum em seres humanos. Ele surge quando algumas células da pele sofrem mutações genéticas e começam a se multiplicar descontroladamente, formando tumores. Embora existam diversos tipos de câncer de pele, três deles são responsáveis pela imensa maioria dos casos:

  • Carcinoma basocelular (CBC): é o tipo mais frequente e também o menos agressivo. Cresce lentamente e quase nunca causa metástases, mas pode provocar destruição local se não for tratado (leia: Carcinoma basocelular de pele: sintomas e tratamento).
  • Melanoma: menos frequente, mas o mais perigoso. Desenvolve-se a partir dos melanócitos, células que produzem a melanina. É altamente agressivo e tem alto risco de disseminação (leia: Melanoma: o que é, fotos, sintomas e tratamento).
  • Carcinoma de células escamosas: é o segundo mais comum. Surge a partir das células da epiderme chamadas queratinócitos. Embora, na maioria das vezes, seja curável, tem maior potencial de se espalhar (metástase) do que o carcinoma basocelular.

Entre esses três tipos, o carcinoma de células escamosas da pele, tema deste artigo, ocupa uma posição intermediária: não é tão indolente quanto o carcinoma basocelular, nem tão agressivo quanto o melanoma. Ainda assim, é considerado um importante problema de saúde pública, pois sua incidência vem crescendo em todo o mundo e, em casos avançados, pode causar desfiguração, metástases e até morte.

Leitura sugerida: O que são carcinoma e adenocarcinoma?

O que é o carcinoma de células escamosas da pele (carcinoma espinocelular)?

O carcinoma de células escamosas da pele, também conhecido como carcinoma espinocelular, é um tipo de câncer que se origina nas células escamosas — células planas que formam a camada mais externa da pele, a epiderme. Essas células atuam como uma barreira de proteção contra agressões externas, como radiação solar, agentes químicos e microrganismos.

Camadas da pele
Camadas da pele

Quando essas células sofrem alterações no DNA, geralmente após anos de exposição ao sol ou outros fatores de risco, podem começar a crescer de forma descontrolada, dando origem a um tumor.

O carcinoma espinocelular é o segundo câncer de pele mais comum, atrás apenas do carcinoma basocelular. A maioria dos casos é localizada e de crescimento lento, mas, diferentemente do basocelular, o espinocelular pode invadir tecidos mais profundos e, em uma pequena parcela dos casos (cerca de 2 a 5%), se espalhar para outros órgãos (metástases).

Esse tumor geralmente aparece em áreas do corpo expostas ao sol, como face, couro cabeludo, orelhas, pescoço, lábios e dorso das mãos. Porém, também pode surgir em regiões não expostas, principalmente quando existe cicatriz antiga, ferida crônica ou inflamação persistente da pele.

Em resumo, o carcinoma de células escamosas da pele é um câncer comum e, na maioria das vezes, curável quando diagnosticado precocemente, mas que exige atenção especial porque tem potencial de ser mais agressivo do que o carcinoma basocelular.

Epidemiologia

O carcinoma espinocelular apresenta incidência crescente em todo o mundo, fenômeno atribuído ao envelhecimento populacional, à maior exposição solar cumulativa, ao uso de câmaras de bronzeamento e ao aprimoramento dos métodos diagnósticos.

Nos Estados Unidos, estima-se que surjam mais de um milhão de novos casos a cada ano. A Austrália, país de clima ensolarado e população majoritariamente de pele clara, apresenta algumas das taxas mais elevadas do planeta. Na Europa, estudos mostram aumento anual de 2 a 6% no número de casos, especialmente entre idosos.

O perfil epidemiológico mostra predomínio em pessoas acima dos 60 anos, mas há tendência de crescimento também em faixas etárias mais jovens. Homens são mais afetados que mulheres, possivelmente devido à maior exposição ocupacional ao sol.

Em indivíduos de pele clara, a doença surge principalmente em áreas fotoexpostas, enquanto em pessoas de pele escura é mais comum em regiões não expostas, como cicatrizes ou feridas crônicas.

Apesar do bom prognóstico na maioria dos casos, estima-se que de 1,5 a 2 pessoas em cada 100 mil habitantes morram por ano em decorrência do carcinoma espinocelular da pele, principalmente quando há metástases. Esse dado, embora relativamente baixo, demonstra a relevância da doença como problema de saúde pública.

Quais são os fatores de risco?

O carcinoma espinocelular da pele começa quando há alterações no DNA de células chamadas queratinócitos. Essas células formam a maior parte da camada mais superficial da pele, a epiderme, funcionando como uma “parede protetora” contra o ambiente externo. Quando sofrem agressões repetidas, podem se transformar em células cancerígenas.

O principal fator de risco é a exposição solar crônica. A radiação ultravioleta (UV) do sol, especialmente quando acumulada ao longo da vida, danifica os queratinócitos e aumenta muito a chance de câncer. Por isso, as áreas mais afetadas costumam ser rosto, couro cabeludo, orelhas, pescoço, lábios e dorso das mãos. O uso de câmaras de bronzeamento artificial tem efeito semelhante.

Outros fatores importantes incluem:

  • Tipo de pele: pessoas de pele clara, olhos azuis ou verdes e cabelos loiros ou ruivos são mais vulneráveis, dado terem menos melanina, pigmento que atua como filtro natural contra os raios solares.
  • Idade avançada: o risco aumenta progressivamente com o envelhecimento, refletindo o acúmulo de danos solares ao longo da vida.
  • Sexo masculino: os homens são mais acometidos, em parte por maior exposição ao sol em atividades de lazer e trabalho.
  • Baixa imunidade (imunossupressão): transplantados, pessoas vivendo com HIV e quem usa certos medicamentos imunossupressores têm risco muito maior e tumores mais agressivos.
  • Exposição a substâncias tóxicas: contato crônico com arsênico, radiação ionizante ou certos compostos químicos pode favorecer o desenvolvimento do tumor.
  • Medicamentos que aumentam a sensibilidade da pele ao sol: alguns diuréticos usados para pressão alta (como hidroclorotiazida) e o antifúngico voriconazol estão associados a maior risco.
  • Doenças genéticas raras: xeroderma pigmentoso, albinismo, epidermólise bolhosa e outras síndromes hereditárias comprometem a proteção natural da pele ou a reparação do DNA, favorecendo tumores em idades precoces.
  • Feridas ou cicatrizes antigas: o câncer também pode surgir em áreas de inflamação crônica ou em feridas que nunca cicatrizam, quadro conhecido como úlcera de Marjolin.

O tabagismo, embora não seja um fator tão forte quanto os listados acima, também está associado a um risco discretamente maior, especialmente para tumores na região dos lábios.

Sinais e sintomas do carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular da pele pode se apresentar de várias formas. Em comum, está o fato de ser uma lesão que não cicatriza e que tende a crescer ao longo do tempo. Muitas vezes, o paciente percebe uma ferida, crosta ou nódulo que persiste por semanas ou meses, mesmo após tentativas de tratamento caseiro.

As manifestações mais típicas incluem:

  • Placas avermelhadas e descamativas, semelhantes a uma “mancha áspera” que não desaparece.
  • Nódulos endurecidos (caroços na pele), que podem ter superfície áspera ou apresentar um aspecto semelhante a uma verruga.
  • Úlceras de crescimento lento, com bordas elevadas e fundo avermelhado, que podem sangrar facilmente ao menor trauma.
  • Crosta ou ferida persistente nos lábios, conhecida como queilite actínica, que pode evoluir para carcinoma espinocelular.
  • Formação de “chifre cutâneo”, quando há acúmulo de queratina em formato de ponta ou espícula saindo da lesão.
Carcinoma espinocelular da pele
carcinoma espinocelular da pele
Lesão ulcerativa na mão - carcinoma espinocelular da pele
Lesão ulcerativa na mão – carcinoma espinocelular da pele

Os locais mais afetados são aqueles mais expostos ao sol: rosto, couro cabeludo, orelhas, pescoço, lábios e dorso das mãos.

Embora muitas lesões não causem sintomas, algumas podem provocar dor, coceira, sangramento recorrente ou sensação de dormência ou formigamento, quando o tumor invade nervos próximos.

Em estágios mais avançados, o carcinoma espinocelular pode crescer em profundidade, invadir cartilagem, ossos ou músculos, e até se espalhar para linfonodos próximos, especialmente em tumores que surgem na cabeça ou pescoço.

Reconhecer precocemente esses sinais é fundamental, pois o tratamento precoce garante altas taxas de cura e evita complicações graves.

Carcinoma Espinocelular in situ (Doença de Bowen)

O carcinoma espinocelular pode se apresentar em duas formas: in situ (não invasivo) e invasivo.

  • No carcinoma in situ, também chamado de Doença de Bowen, as células cancerígenas estão restritas à camada mais superficial da pele (epiderme), sem ultrapassar a barreira natural que separa a epiderme da derme.
  • Clinicamente, costuma aparecer como uma mancha avermelhada, bem delimitada, de superfície áspera ou descamativa, que cresce lentamente ao longo dos anos.
  • Apesar de não invadir tecidos mais profundos, essa lesão tem potencial de se transformar em carcinoma espinocelular invasivo se não for tratada.

Por esse motivo, a Doença de Bowen deve sempre ser considerada uma forma precoce do câncer de pele, que precisa de diagnóstico e tratamento adequados.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do carcinoma espinocelular da pele é feito em etapas. O primeiro passo é a avaliação clínica, em que o dermatologista examina a lesão suspeita. Muitas vezes, apenas pela aparência já é possível levantar a forte hipótese de câncer, mas a confirmação depende de exames complementares.

1. Exame físico e dermatoscopia

O médico observa as características da lesão: formato, bordas, cor, textura, presença de crostas, ulceração ou sangramento. A dermatoscopia, exame realizado com uma lente especial de aumento, ajuda a diferenciar o carcinoma de outras doenças da pele, como ceratose actínica, psoríase, eczema ou até outros tipos de câncer de pele.

2. Biópsia de pele

A confirmação do diagnóstico só pode ser feita com uma biópsia, em que um pequeno fragmento da lesão é retirado e examinado no microscópio. Dependendo do tamanho e da localização, o médico pode optar por:

  • Biópsia por raspagem.
  • Biópsia por punch (com instrumento cilíndrico que retira um fragmento em toda a espessura da pele).
  • Excisão completa da lesão (quando a lesão é pequena).

A biópsia mostra se realmente há câncer, o grau de agressividade e a profundidade do tumor — fatores fundamentais para planejar o tratamento.

3. Exames de imagem

Na maioria dos casos, não são necessários. Porém, em tumores maiores ou localizados em áreas críticas (como face, lábios ou orelhas), podem ser solicitadas tomografia ou ressonância magnética para verificar se houve invasão de tecidos profundos, ossos ou nervos.

4. Pesquisa de metástases

Quando há suspeita de disseminação para linfonodos (ínguas), o médico pode examinar a região com palpação e solicitar ultrassom ou tomografia. Em casos selecionados, pode ser feita uma biópsia do linfonodo sentinela, técnica que avalia se o câncer já se espalhou para os gânglios mais próximos.

Em resumo: toda lesão de pele que não cicatriza em poucas semanas, que sangra repetidamente ou que apresenta crescimento progressivo deve ser avaliada por um dermatologista. O diagnóstico precoce é o passo mais importante para garantir um tratamento simples e altas taxas de cura.

Tratamento

O tratamento do carcinoma espinocelular da pele depende principalmente do tamanho, localização e características da lesão, além das condições de saúde do paciente. O objetivo é remover o tumor por completo, reduzir o risco de recidiva e preservar a função e a estética da região acometida.

Cirurgia (tratamento de escolha)

Na maioria dos casos, a cirurgia é a melhor opção.

  • Excisão cirúrgica simples: o tumor é retirado com uma margem de pele saudável ao redor (geralmente entre 4 e 6 mm), que também é analisada no microscópio para confirmar que não ficaram células malignas.
  • Cirurgia de Mohs: indicada para áreas delicadas (face, lábios, orelhas, pálpebras) ou tumores de maior risco. Nesse método, o cirurgião remove o tumor em camadas finas, analisando cada uma no microscópio em tempo real, até ter certeza de que não restaram células cancerígenas. Isso garante maior precisão e preserva o máximo de pele saudável.

Outros métodos locais

Em situações específicas, podem ser utilizados:

  • Curetagem e eletrocoagulação: raspa-se o tumor e queima-se a base para destruir células residuais; indicada para lesões pequenas e superficiais em áreas de baixo risco.
  • Crioterapia: congela o tumor com nitrogênio líquido; usada em lesões superficiais ou carcinoma in situ.
  • Terapia fotodinâmica e cremes tópicos (5-fluorouracil, imiquimode): aplicados em casos de carcinoma in situ (Bowen) ou tumores muito superficiais, mas não são recomendados para formas invasivas.

Radioterapia

A radioterapia pode ser utilizada em pacientes que não podem ser operados ou como complemento após a cirurgia, quando há risco maior de recidiva (por exemplo, se o tumor estava muito próximo de um nervo ou não foi possível retirar toda a lesão).

Tratamento de casos avançados ou metastáticos

Embora a maioria dos carcinomas espinocelulares seja curável com cirurgia, em uma pequena porcentagem dos casos o tumor pode se espalhar. Nessas situações, podem ser usados:

  • Quimioterapia tradicional (por exemplo, cisplatina, carboplatina, 5-fluorouracil), geralmente associada à radioterapia.
  • Terapias-alvo contra receptores específicos, como os inibidores do EGFR.
  • Imunoterapia moderna com medicamentos que estimulam o sistema imune a combater o câncer. Entre eles estão o cemiplimabe e o pembrolizumabe, aprovados para casos localmente avançados ou metastáticos.

Prognóstico

Na maioria dos casos, o carcinoma espinocelular da pele tem um prognóstico favorável, especialmente quando diagnosticado e tratado precocemente. As taxas de cura ultrapassam 90% nos tumores pequenos e localizados, desde que removidos por completo.

No entanto, esse câncer pode ser mais agressivo que o carcinoma basocelular, com risco de metástase em 2 a 5% dos casos. Quando ocorre disseminação, geralmente atinge primeiro os linfonodos próximos, e em situações mais avançadas pode alcançar pulmões ou outros órgãos.

Alguns fatores pioram o prognóstico, aumentando as chances de recidiva ou metástase:

  • Tumores grandes (diâmetro maior que 2 cm).
  • Lesões profundas, que ultrapassam 4 mm de espessura.
  • Localização em áreas de maior risco, como lábios, orelhas e genitais.
  • Tumores mal diferenciados (células muito anormais ao microscópio).
  • Presença de invasão de nervos (perineural) ou vasos sanguíneos.
  • Pacientes imunossuprimidos, como transplantados ou pessoas vivendo com HIV.

Em situações avançadas, o prognóstico se torna mais reservado. Pacientes com metástases em linfonodos têm uma taxa de sobrevida em 5 anos estimada em 25 a 45%, dependendo do número de gânglios comprometidos e da resposta ao tratamento.

Prevenção

Embora nem todos os casos possam ser evitados, grande parte dos carcinomas espinocelulares da pele está relacionada à exposição solar acumulada ao longo da vida. Isso significa que medidas simples de proteção podem reduzir bastante o risco.

As principais recomendações incluem:

  • Evitar o sol nos horários de maior intensidade (entre 10h e 16h).
  • Usar protetor solar diariamente, com fator de proteção (FPS) de pelo menos 30, mesmo em dias nublados. O produto deve ser reaplicado a cada 2 ou 3 horas em situações de exposição prolongada (leia: Protetor solar: quais são as melhores opções?).
  • Utilizar roupas protetoras, como camisas de manga longa, chapéus de aba larga e óculos escuros com proteção UV.
  • Não usar câmaras de bronzeamento artificial, que emitem radiação ultravioleta e aumentam comprovadamente o risco de câncer de pele.
  • Tratar lesões precursoras, como as ceratoses actínicas, que podem evoluir para carcinoma espinocelular se não forem acompanhadas.
  • Examinar a pele regularmente, observando qualquer ferida, mancha ou nódulo que não cicatrize em algumas semanas. Pessoas com histórico de câncer de pele devem manter acompanhamento dermatológico periódico.
  • Atenção redobrada em grupos de risco, como indivíduos de pele clara, idosos, imunossuprimidos e pacientes com doenças genéticas que aumentam a sensibilidade solar.

Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Thor

    Como posso saber se uma ferida na pele pode ser câncer?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Uma ferida na pele que não cicatriza em algumas semanas pode ser um sinal de câncer de pele, especialmente o carcinoma espinocelular. Esse tipo de câncer costuma começar como uma mancha avermelhada, uma crosta que sangra com facilidade ou um pequeno caroço endurecido que cresce aos poucos.

    Ao contrário de feridas comuns, essas lesões não melhoram com pomadas ou tratamentos caseiros e tendem a aumentar de tamanho com o tempo. Também podem causar dor, coceira, sangramento ou formar uma casquinha persistente.

    Se a ferida permanecer por mais de 3 a 4 semanas sem cicatrizar, é fundamental procurar um dermatologista. Somente o exame clínico e, se necessário, uma biópsia de pele confirmam se é câncer. O diagnóstico precoce é o principal fator que garante a cura completa.

  2. Suely

    Qual é a diferença entre carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Ambos são tipos de câncer de pele, mas o carcinoma espinocelular tende a ser mais agressivo. O carcinoma basocelular (CBC) é o mais comum e o menos perigoso: cresce devagar, quase nunca causa metástase e raramente coloca a vida em risco.

    Já o carcinoma espinocelular (CEC) pode invadir tecidos mais profundos e se espalhar para linfonodos ou outros órgãos em cerca de 2% a 5% dos casos. Além disso, o espinocelular costuma surgir em áreas mais danificadas pelo sol, como rosto, orelhas e lábios, e pode causar feridas persistentes e doloridas.

    Apesar dessas diferenças, ambos têm altas taxas de cura quando diagnosticados precocemente, reforçando a importância de avaliar qualquer mancha ou ferida suspeita com um dermatologista.

  3. Patrick

    Quem já teve câncer de pele pode tomar sol?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Quem já teve câncer de pele deve evitar a exposição solar direta e constante. O sol é o principal fator de risco para o carcinoma espinocelular, e mesmo pequenas exposições repetidas ao longo do tempo aumentam muito a chance de o câncer voltar ou de surgir um novo em outra área.

    Isso não significa que a pessoa precise viver completamente afastada da luz solar, mas é essencial usar protetor solar diariamente (FPS 30 ou mais), reaplicá-lo a cada 2-3 horas, e proteger-se com roupas, chapéus e óculos escuros.

    Evitar o sol entre 10h e 16h também é uma medida fundamental. Em pacientes com histórico de câncer de pele, o cuidado deve ser constante e permanente.

  4. Jessica

    Dr. Pedro, meu pai teve essa doença. O carcinoma espinocelular pode voltar depois do tratamento?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, o carcinoma espinocelular pode voltar, especialmente se não for totalmente removido. Mesmo após uma cirurgia bem-sucedida, há risco de recidiva local, principalmente em áreas como orelhas, lábios e couro cabeludo — regiões com maior exposição solar e difícil cicatrização.

    O risco de o câncer voltar é maior quando o tumor era profundo, mal delimitado, com invasão de nervos ou vasos, ou quando o paciente tem o sistema imunológico enfraquecido.

    Por isso, o acompanhamento médico após o tratamento é essencial. Consultas regulares com o dermatologista (a cada 3 a 6 meses nos primeiros anos) ajudam a detectar precocemente qualquer novo sinal de câncer.

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