Síndrome de Guillain-Barré: o que é, causas e sintomas


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Revisado e atualizado em fevereiro 22, 2025
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O que é a síndrome de Guillain-Barré?

A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença neurológica de origem autoimune que causa inflamação nos nervos periféricos, levando à fraqueza muscular progressiva, que pode, em casos graves, paralisar os músculos respiratórios.

A doença ocorre devido à produção de anticorpos que atacam a bainha de mielina, uma camada protetora que envolve os nervos, comprometendo a condução dos impulsos elétricos responsáveis pelos movimentos e reflexos.

A síndrome de Guillain-Barré é uma condição rara, com incidência estimada entre 1 a 2 casos por 100.000 pessoas por ano. Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais comum em adultos e ligeiramente mais prevalente em homens.

Consideramos a síndrome de Guillain-Barré uma polirradiculopatia desmielinizante inflamatória, um termo que se refere à inflamação e destruição da mielina em múltiplos nervos que saem da medula espinhal (explicamos de forma mais simples a seguir).

Funcionamento básico do sistema nervoso

Para entendermos a síndrome de Guillain-Barré, é preciso conhecer um pouco do nosso sistema nervoso central e periférico. Vamos explicá-lo de forma bem simples.

Todos os nossos estímulos sensoriais, como dor, sensação de temperatura, tato e sensação de pressão, são captados pelos nervos periféricos da pele e levados para o cérebro, onde são adequadamente interpretados. Só conseguimos perceber que uma superfície está quente porque os nervos periféricos são capazes de sentir a temperatura, levando esta informação em forma de sinais elétricos através dos nervos para a medula espinhal e, posteriormente, para o cérebro.

O mesmo processo acontece com os estímulos motores, só que em sentido contrário. Quando mexemos a mão, o cérebro precisa primeiro executar uma ordem que vai até a medula espinhal e desta para o nervo periférico que inerva os grupos musculares que comandam a mão.

Portanto, os estímulos sensoriais e os estímulos motores são sinais elétricos que viajam pelo nosso sistema nervoso em direções opostas, passando sempre pelos nervos periféricos, medula espinhal e cérebro. Se o paciente tiver alguma lesão em um desses 3 pontos do sistema nervoso, os sinais elétricos sofrerão uma interrupção e o paciente pode ter paralisias motores ou perda da sensibilidade.

Na síndrome de Guillain-Barré, a lesão ocorre nos nervos periféricos motores que saem da medula espinhal e vão em direção aos músculos, sendo responsáveis por levar os comandos cerebrais para contração muscular. Nos pacientes com Guillain-Barré, o cérebro executa uma ordem para os músculos, mas ela não chega até eles, tornando o paciente incapaz de mexer certos grupos musculares.

O termo radiculopatia significa doença dos nervos que saem da medula espinhal. Como na síndrome de Guillain-Barré mais de um nervo é acometido simultaneamente, ela é considerada uma polirradiculopatia.

Como surge?

Como já explicado, os nervos levam e trazem as informações do cérebro através de impulsos elétricos. Assim como fios encapados, os nervos também são revestidos por uma substância isolante chamada bainha de mielina. Na síndrome de Guillain-Barré, o nosso sistema imunológico passa a, equivocadamente, produzir anticorpos contra a bainha de mielina dos nervos periféricos, como se esta fosse um vírus ou uma bactéria invasora.

Destruição da bainha de mielina pela síndrome de Guillain-Barré.
Bainha de mielina

O ataque dos anticorpos cria um intenso processo inflamatório e leva à destruição da bainha de mielina (desmielinização do nervo), bloqueando a passagem dos estímulos nervosos.

Os nervos acometidos pela síndrome de Guillain-Barré são basicamente os motores, sem acometimento dos nervos sensitivos. Logo, há paralisia muscular com pouca ou nenhuma diminuição da sensibilidade.

Portanto, com o conhecimento adquirido até aqui, já podemos entender por que a síndrome de Guillain-Barré é uma polirradiculopatia desmielinizante inflamatória.

Por que surgem esses autoanticorpos?

Alguns microrganismos, como vírus ou bactérias, podem possuir proteínas semelhantes às presentes na bainha de mielina, causando confusão em alguns anticorpos. Se, por azar, o sistema imune criar anticorpos exatamente contra essas proteínas, os mesmos atacarão não só o vírus invasor, mas também a bainha de mielina, pois para os anticorpos ambos são a mesma coisa.

Até dois terços dos pacientes com Guillain-Barré referem um quadro de infecção respiratória ou gastrointestinal (geralmente sob a forma de diarreia) semanas antes do aparecimento da síndrome. A infecção mais comumente associada à SGB é pelo Campylobacter jejuni, uma bactéria que provoca gastroenterites.

Outros eventos que podem estar associados ao surgimento da síndrome de Guillain-Barré são:

É bom salientar, porém, que em boa parte dos casos não conseguimos descobrir um evento desencadeante para a síndrome de Guillain-Barré.

Vacinas podem causar Guillain-Barré?

Embora exista uma associação muito rara entre vacinas e a síndrome de Guillain-Barré, essa relação é frequentemente superestimada. Estudos indicam que o risco de desenvolver a SGB após uma vacinação é extremamente baixo.

Só como exemplo, um estudo realizado no Reino Unido entre 1992 e 2000 com 1,8 milhão de pessoas identificou apenas 7 casos de Guillain-Barré surgidos dentro do intervalo de 45 dias após uma vacinação. Também é importante destacar que não houve aumento da incidência de casos de Guillain-Barré após a introdução da vacinação anual contra a gripe em todo mundo.

Portanto, os benefícios de qualquer vacina superam em muito o risco de desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré.

No caso específico das vacinas contra Covid-19, apenas a vacina da Janssen, já não mais utilizadas, esteve relacionada a um risco maior de Guillain-Barré. De modoEm contrapartida, não há aumento do risco de Guillain-Barré com as vacinas de mRNA da Pfizer ou da Moderna.

Em relação aos pacientes que já tiveram a SGB, é indicado esperar pelo menos um ano para se administrar qualquer vacina.

Sintomas

O principal sintoma do Guillain-Barré é a fraqueza muscular, geralmente iniciada nas pernas e com progressão ascendente. Em questão de algumas horas, às vezes poucos dias, a doença começa a subir e acometer outros grupos musculares, indo em direção a braços, tronco e face.

A síndrome de Guillain-Barré pode apresentar diferentes graus de agressividade, provocando apenas leve fraqueza muscular em alguns pacientes ou casos de paralisia total dos 4 membros em outros.

O principal risco desta doença está nos casos em que há acometimento dos músculos respiratórios e da face, provocando dificuldade para respirar, engolir e manter as vias aéreas abertas. Até 30% dos pacientes com SGB precisam ser ligados a um ventilador mecânico (respirador artificial).

Cerca de 70% dos pacientes também apresentam outros sintomas além da fraqueza/paralisia muscular, como taquicardia (coração acelerado), hipertensão ou hipotensão, perda da capacidade de suar, arritmias cardíacas, retenção urinária ou constipação intestinal. Dor nos membros enfraquecidos é comum e ocorre provavelmente pela inflamação dos nervos.

Em geral, o Guillain-Barré progride por duas semanas, mantém-se estável por mais duas e, então, começa a regredir, um processo que pode durar várias semanas (ou meses) até a recuperação total. Em alguns pacientes, a SGB progride tão lentamente que a doença começa a regredir antes mesmo de chegar à parte superior do corpo. Estes são os casos de melhor prognóstico e menor risco de sequelas.

Como a bainha de mielina dos nervos periféricos tem capacidade de se regenerar, a grande maioria dos pacientes consegue recuperar todos (ou quase todos) os movimentos. Após 1 ano de doença, 60% dos pacientes apresentam recuperação completa da força muscular e 85% recuperam-se o suficiente para já estarem andando sem ajuda, mantendo uma vida praticamente normal. As sequelas só costumam ocorrer nos casos mais graves.

A mortalidade da SGB é de 5% e, aproximadamente, 10% dos pacientes não conseguem voltar a andar sem ajuda.

Os critérios associados a um maior risco de sequelas são:

  • Idade avançada do paciente.
  • Rápida evolução para os membros superiores, geralmente com menos de 7 dias.
  • Presença de paralisia muscular já no momento da primeira avaliação médica.
  • Necessidade de ventilação mecânica.
  • Guillain-Barré surgido dias após um quadro de diarreia.

Subtipos da Síndrome de Guillain-Barré

A síndrome de Guillain-Barré possui diferentes subtipos que variam na forma como afetam o sistema nervoso. O mais comum é a polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda (AIDP), caracterizada pela destruição da mielina nos nervos periféricos. Outros subtipos incluem a síndrome de Miller-Fisher, que apresenta paralisia facial, perda dos reflexos e dificuldades nos movimentos oculares, e a neuropatia axonal motora aguda (AMAN), que acomete diretamente as fibras motoras. Cada variante pode apresentar sintomas e evolução clínica específicos, exigindo atenção diferenciada no diagnóstico e tratamento.

Diagnóstico

O diagnóstico da síndrome de Guillain-Barré deve ser suspeitado em todo paciente com quadro progressivo de fraqueza motora, com pouco ou nenhum comprometimento da sensibilidade.

Os dois exames complementares que ajudam no diagnóstico são a punção lombar, para avaliação do liquor, e a eletroneuromiografia, um exame que avalia a resposta dos músculos a estímulos elétricos.

Nos últimos anos, alguns anticorpos contra proteínas presentes nos nervos têm sido descobertos. Os anticorpos que podem ser pesquisados no sangue são: anti-GQ1b, GM1, GD1a, GalNac-GD1a, GD1, GT1a, GD1b.

Tratamento

Todos os pacientes diagnosticados com Guillain-Barré devem ficar internados para observação, mesmo os com doença leve, uma vez que o acometimento dos músculos respiratórios pode ocorrer rapidamente.

O tratamento se baseia em duas terapêuticas:

  • Plasmaférese: é uma espécie de hemodiálise na qual é possível filtrar os autoanticorpos que estão atacando a bainha de mielina (leia: Entenda o que é a plasmaferese).
  • Imunoglobulinas: injeção de anticorpos contra os autoanticorpos que estão atacando a bainha de mielina.

Os dois tratamentos são igualmente efetivos e devem ser iniciados nas primeiras quatro semanas de doença para terem mais efeito. O tratamento adequado acelera a recuperação e diminui os riscos de sequelas.

Antigamente usavam-se corticoides, mas estes foram abandonados por ausência de benefícios nos trabalhos científicos realizados. Hoje em dia, portanto, os corticoides não estão mais indicados no tratamento do Guillain-Barré.

Quem já teve Guillain-Barré uma vez pode tê-lo de novo, mas as recorrências são incomuns, acometendo apenas cerca de 5% dos pacientes.

A fisioterapia desempenha um papel crucial na recuperação da síndrome de Guillain-Barré, ajudando a restaurar a força muscular e a coordenação motora. Durante a fase de recuperação, os exercícios são gradualmente ajustados para prevenir contraturas musculares e estimular a regeneração nervosa. Técnicas como hidroterapia e treinamento funcional também podem ser empregadas para melhorar a mobilidade e minimizar sequelas. Um programa de reabilitação bem estruturado é essencial para que o paciente recupere sua independência e qualidade de vida.


Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Pedro

    Oi doutor gostaria de saber sobre a bainha de mielina depois dela ser danificada, qual é o passo para recuperar a pessoa?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    As células de Schwann no sistema nervoso periférico têm a capacidade de reparar a mielina danificada ao longo do tempo. Esse processo pode levar semanas a meses, dependendo da extensão do dano.

  2. Jameli

    Dr, a síndrome de guillain-barré pode matar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pode, mas hoje em dia é bem incomum. A taxa de mortalidade é menor que 5%. Em casos severos, o paciente pode ter insuficiência respiratória, pois os músculos responsáveis pela respiração podem se enfraquecer a ponto de ser necessária ventilação mecânica. Mas se o paciente tiver atendimento médico adequado, o quadro tende a não terminar em óbito.

  3. Thabata

    Oi, Tudo bem?

    Não sei se você pode me ajudar nessa questão.

    Já perguntei para diversos médicos e ninguém sabe me informar.

    Em 1996 + ou – tive SGB, aos meus quase 5 anos de idade, e sempre quis doar sangue. Assim, quando completei 18 anos fui ao laboratório fazer o processo, porém fui barrada pela doença. E até hoje falam que quem teve a doença não pode doar sangue. Queria saber o motivo para tal fato. E tem médicos que dizem que essa informação de não poder doar é falsa.

    Fico muito na dúvida e até hoje sou frustrada por não doar sangue.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Em geral, pessoas que tiveram a síndrome de Guillain-Barré podem ser elegíveis para doar sangue, caso tenham se recuperado completamente e não apresentem mais sintomas.

  4. Eliane Sabino Peres Rosa

    Minha mãe está a 3 meses com a SGB,estamos sem direção em relação a tratamento e onde conseguir.

    Ela está paralisada do pescoço pra baixo.

    Nos de uma direção pra onde pedir socorro 🙏

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    É possível que o caso dela não seja Guillain-Barré. Vocês precisam de seguimento por um neurologista.

  5. Jailton Bernardino de Araújo

    Dr.Pedro Pinheiro, tenho 54 anos, tive a SGB em dez/22, afetou as pernas, braços e mãos. Fiz o tratamento com a plasmaferese. Estou andando, enfim me sinto bem. Porém preciso passar por uma cirurgia com anestesia geral para uma retirada de uma leucoplasia na língua. Irei realizar os exames pré operatórios, inclusive com o neurologista. o Sr. vê algum problema pelo fato de eu ter tido a SGB?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não tem problema, pode fazer a cirurgia.

  6. Elvira Costa

    Bom dia Dr. Pedro Pinheiro, o motivo de lhe estar a enviar este email é o seguinte, o meu filho hoje com 32 anos, à cerca de +/- 6 anos teve o síndrome de Guillain Barré, ficou afetado nos membros inferiores e superiores perdeu o andar e movimentos, esteve internado no Hospital dos Capuchos quase um mês, fazendo depois fisioterapia quase dois anos. Felizmente recuperou, ficando com pequenas mazelas (pés um bocadinho deformados, quando guia muito sente alguma dormência, principalmente do lado esquerdo, que foi o mais afetado), que olha para ele não vê.
    A minha pergunta tem a ver com o corona vírus, estará o meu filho num grupo de risco devido ao seu passado clinico, deverá ficar em casa em quarentena,??
    Ele trabalha ao ar livre, na manutenção de espaços verdes e similares, não trabalha isolado, tem companheiros com ele. Peço que me dê a sua opinião como médico neurologista. Já falamos com o nosso médico de família e a opinião dele é de que deve ter os cuidados que todos devemos ter. Como é muito difícil falar com o neurologista que o acompanhou, resolvi recorrer a sua ajuda.
    Aguardo ansiosa uma resposta. Obrigado.
    Elvira Costa

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Elvira, eu sou nefrologista, não neurologista. De qualquer forma, acho que ele não é grupo de risco só pelo fato de ter tido Guillain-Barré no passado. Porém, mesmo não sendo grupo de risco ele precisa ficar o máximo de tempo afastado de outras pessoas. Se isso for impossível, ele deve ficar pelo menos 1 metro afastado dos colegas o tempo todo.

  7. Jaqueline

    Dr. Porque não se usa mais corticoide?? Estou me tratando com decadron, a evolução tem sido Boa, porém agora fiquei apreensiva!

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Estudos mostram que os corticoides não ajudam. O seu caso provavelmente está melhorando não é pelo decadron, mas sim porque ele já iria melhorar mesmo.

  8. Eduardo Parruque

    Boa tarde Dr Pedro Pinheiro,

    Sou Moçambicano (Africa) tenho uma sobrinha definhando com esta doença SGB a sensivelmente 45 dias e os medicos locais acabam de nos informar sobre esta doença que até então era desconhecida por nós. Dr o seu artigo veio nos dar alguma esperança para o tratamento dela. Haveria possibilidade de com as analises extensivas que foram feitas recebermos alguma prescrição de tratamento e compra de medicamentos partir do Brasil? Agradeceríamos

    Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Autor

    Eduardo, eu moro em Portugal. Se não houver o tratamento aí, você pode tentar importá-lo. Mas eu não sei como é a burocracia para conseguir isso.

  9. Fernanda Pessanha

    Boa tarde, sou psicóloga e estou estudando sobre a doença por ter recebido um paciente que teve a doença. Quero parabenizar o site e o médico responsável pelas respostas, estão fazendo um excelente trabalho de esclarecimento. O paciente que recebi falou algumas coisas sobre a doença que achei um pouco confusas e me achei na obrigação de pesquisar. Ele me disse que a SGB é uma doença degenerativa e que não pode pegar zika se não morre. É isso mesmo? Pelo que li até agora essas informações, que ele me passou, não estão corretas. Bem de qualquer forma ele foi aposentado por invalidez, então acredito que tenha tido a SGB muito grave, já fazem 4 anos que teve a doença. Ele também me falou que não pode ter qualquer aborrecimento emocional que os sintomas pioram, e por isso a família tem a poupado de muita coisa. Isso é possível?

    Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Autor

    Em alguns casos a SGB pode deixar sequelas, mas a doença em si desaparece. Não há nada na literatura médica que diga que pacientes que já tiveram SGB apresentam maior risco de morte se pegarem Zika. Também desconheço o motivo pelo qual um paciente que teve SGB não poderia ter aborrecimentos.

  10. Geraldo Antonio de Morais

    Dr. Pedro, realmente eu tive SGB em 2008, a mesmo foi oriunda de uma infecacao bacteriana que me causou gastroenterite, o tipo da síndrome que em acometeu foi a forma mais grave da SGB.

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