O que é a esclerose múltipla?
A esclerose múltipla (EM) é uma doença de origem autoimune, na qual a bainha de mielina, substância que recobre os nervos, é atacada pelos nossos próprios anticorpos (leia: O que é uma doença autoimune?).
A produção inapropriada de anticorpos contra a bainha de mielina provoca inflamação e posterior destruição dos nervos, motivo pelo qual a esclerose múltipla é classificada como uma doença desmielinizante inflamatória imunomediada.
Para podermos entender como surge a EM, precisamos antes saber o que é a bainha de mielina e qual é a sua importância.
O que é a bainha de mielina?
Nosso sistema nervoso se comunica por impulsos elétricos. Por exemplo, quando mexemos a mão, só conseguimos fazê-lo porque o nosso sistema nervoso é capaz de enviar um impulso elétrico, que sai do cérebro, caminha pela medula, passa para os nervos periféricos e chega até os músculos da mão, dando ordem para eles se mexerem.
Os impulsos também podem seguir o caminho inverso. Todas as sensações que temos do ambiente (temperatura, tato, pressão, dor, etc.) só são percebidas porque as terminações nervosas da pele conseguem captar esses estímulos, enviando-os aos nervos periféricos, medula e, finalmente, ao cérebro, onde eles serão interpretados.

Esses estímulos elétricos que chegam e saem do cérebro precisam ser transportados entre um neurônio e outro. O fio condutor dos neurônios responsável por esta conexão é chamado axônio, um prolongamento do próprio neurônio capaz de ligar uma célula nervosa à outra.
Como qualquer fio elétrico, os axônios precisam de um isolamento, como se fosse um fio encapado. A substância que fornece esse isolamento e permite a transmissão dos impulsos elétricos é a bainha de mielina.
Na esclerose múltipla, as células nervosas do cérebro e da medula apresentam progressiva destruição de suas bainhas de mielina, fazendo com que os axônios percam a capacidade de transportar os impulsos elétricos. Os neurônios centrais deixam de enviar e de receber estímulos elétricos.
O que causa a esclerose múltipla?
Como já explicado, a esclerose múltipla é uma doença autoimune causada pela destruição da bainha de mielina pelos nossos próprios anticorpos.
Não sabemos bem o porquê, mas de uma hora para outra o nosso organismo passa a tratar a bainha de mielina presente nos axônios do sistema nervoso central como uma estrutura estranha, como se fosse um vírus ou bactéria. O sistema imune passa, então, a atacar a bainha de mielina destes neurônios, destruindo-a progressivamente.
Imagina-se que a origem da esclerose múltipla possa estar relacionada a desarranjos do sistema imunológico que surgem após algumas doenças virais, como, por exemplo, a mononucleose.
Diferenças entre esclerose múltipla e síndrome de Guillain-Barré
A esclerose múltipla e a síndrome de Guillain-Barré são doenças semelhantes, na medida em que ambas têm origem autoimune e ocorrem por ataques à bainha de mielina dos nervos.
A diferença reside no fato de, no Guillain-Barré, os nervos acometidos serem os do sistema nervoso periférico (nervos fora da medula), enquanto na esclerose múltipla são os nervos do sistema nervoso central (medula e cérebro) que sofrem desmielinização.
Essa pequena diferença é importantíssima no prognóstico final, visto que os nervos periféricos têm capacidade de se regenerar, enquanto os neurônios e axônios do cérebro e da medula não.
Para ler sobre a síndrome de Guillain-Barré, acesse: Síndrome de Guillain-Barré: o que é, causas e sintomas.
Fatores de risco
A esclerose múltipla normalmente se manifesta pela primeira vez entre os 20 e 40 anos. Ela é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens, e três vezes mais comum em pessoas que tenham algum familiar acometido pela doença. A doença ocorre com mais frequência em caucasianos (brancos) do que em afrodescendentes ou asiáticos.
Estudos recentes com larga base populacional sugerem que a infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV), causador da mononucleose, pode ser o principal gatilho ambiental da EM. A hipótese é que o EBV desencadeia uma resposta imune cruzada, na qual anticorpos contra o vírus também atacam a bainha de mielina.
Embora mais de 90% da população tenha contato com o EBV, apenas uma minoria desenvolve esclerose múltipla, o que indica que fatores genéticos e imunológicos também são necessários para que a doença se manifeste.
Pacientes portadores de outras doenças autoimunes, como tireoidite de Hashimoto, diabetes mellitus tipo 1 ou doença de Crohn também apresentam maior risco de desenvolverem esclerose múltipla.
Nos últimos anos tem-se dado muita atenção à relação entre níveis de vitamina D e a esclerose múltipla. Sabemos que a doença é menos comum em áreas tropicais, onde a incidência solar anual é maior e a produção de vitamina D pela pele é mais intensa. Estudos sugerem que níveis adequados de vitamina D podem ser um fator de proteção contra a esclerose múltipla (leia: Vitamina D | Deficiência e suplementos).
Quais são os sintomas da esclerose múltipla?
Os sinais e sintomas da esclerose múltipla dependem de quais pontos do sistema nervoso são afetados. Não existe um sintoma típico que feche o diagnóstico de esclerose múltipla, porém, alguns deles são muito sugestivos:
Neurite ótica
A neurite ótica costuma se apresentar como uma dor aguda em um dos olhos, que piora com o movimento ocular.
Essa dor costuma vir associada a graus variáveis de perda visual, geralmente no centro do campo visual. O paciente pode também apresentar visão dupla ou borrada. Nistagmo (discreto movimento involuntário dos olhos) é um achado comum.
O acometimento dos dois olhos simultaneamente é incomum na esclerose múltipla e costuma indicar outra doença neurológica.
Sintomas sensoriais
Formigamento e dormências, principalmente nos membros, ocorrendo em um lado do corpo de cada vez, são sintomas muito comuns da esclerose múltipla e aparecem em quase 100% dos casos ao longo do curso da doença.
Fenômeno de Lhermitte
A sensação de choque elétrico que se irradia pela coluna vertebral, desencadeada por movimentos da cabeça e do pescoço, é chamada de Fenômeno de Lhermitte. É um sintoma típico da esclerose múltipla, mas pode também ocorrer em outras doenças neurológicas.
Tonturas e vertigens
Até 50% dos pacientes com esclerose múltipla podem apresentar tonturas. Esse sintoma geralmente surge em pacientes com acometimento da face pela doença, como dormências e alterações oculares e auditivas.
Sintomas motores
Tremores, alterações na marcha, diminuição de força muscular e paralisias dos membros ocorrem por lesão dos neurônios da medula. A perda de força é inicialmente unilateral, mas torna-se bilateral em fases avançadas. O acometimento dos membros inferiores é tipicamente mais intenso do que nos membros superiores.

Incapacidade de controlar a bexiga e os intestinos
A lesão dos nervos da medula, além de causar fraqueza muscular nos membros inferiores, também pode provocar uma perda do controle do esfíncter anal e da bexiga, provocando incontinência fecal e urinária.
Evolução da doença
A esclerose múltipla se manifesta alternando períodos de ataques com remissões. O doente apresenta sintomas agudos que duram dias a semanas, e depois somem, podendo deixar ou não sequelas. O paciente permanece assintomático até um segundo ataque, que também desaparece. Conforme os ataques vão se acumulando, eles ficam cada vez mais agressivos e as sequelas vão se somando, de modo que o paciente vai ficando progressivamente pior ao final de cada exacerbação.
A sobrevida dos pacientes com esclerose múltipla atualmente é de 30 a 40 anos. Pacientes que, após 10 ou 15 anos de doença, possuem pouca ou nenhuma sequela são aqueles com melhor prognóstico, apresentando maior tempo e qualidade de vida.
A esclerose múltipla pode ter apresentações distintas entre os pacientes. Há alguns padrões de comportamento bem conhecidos.
Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR) ou surto remissão.
Esta forma de esclerose múltipla é caracterizada por surtos de início súbito, mas de curta duração, seguidos por recuperação completa (ou parcial com sequelas mínimas). Não há progressão da doença fora dos períodos de surtos, e o paciente pode ficar meses ou anos sem sinais da esclerose múltipla. Este padrão de EM é responsável por 85 a 90% dos casos iniciais. No entanto, a maioria dos pacientes com EMRR irá eventualmente entrar numa fase progressiva da doença, chamada Esclerose Múltipla Secundaria Progressiva (EMSP).
Esclerose Múltipla Secundaria Progressiva (EMSP)
A esclerose múltipla secundária progressiva ocorre quando há agravamento da forma Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR), geralmente 15 a 20 anos após o início da doença. Nesta forma, as crises se tornam mais frequentes e as sequelas começam a se acumular. O paciente agora pode evoluir com piora dos sintomas mesmo sem haver crises agudas.
Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP)
A esclerose múltipla progressiva primária é caracterizada pela progressão rápida da doença desde fases iniciais. O paciente pode não ter surtos, mas vai acumulando sintomas e sequelas progressivamente. Este tipo tem prognóstico pior e representa cerca de 10 por cento dos casos. Surge habitualmente em pacientes que desenvolvem EM após os 40 anos.
Sinais de alerta para procurar um neurologista
A esclerose múltipla pode se manifestar de forma sutil no início. Por isso, é importante estar atento a sintomas neurológicos inexplicáveis, principalmente se forem recorrentes ou persistentes. Procure avaliação neurológica se apresentar:
- Perda súbita ou progressiva da visão em um dos olhos, com dor ao movimentar os olhos (sugestivo de neurite óptica).
- Formigamento, dormência ou sensação de choque em braços, pernas ou face, especialmente se durar mais de 24 horas.
- Fraqueza muscular assimétrica (em um lado do corpo) ou dificuldade para caminhar sem explicação.
- Tontura ou vertigem intensas, acompanhadas de instabilidade ou visão dupla.
- Sensação de “choque elétrico” na coluna ao abaixar a cabeça (fenômeno de Lhermitte).
- Alterações urinárias ou intestinais de causa neurológica (urgência urinária, incontinência, retenção).
- Fadiga intensa e desproporcional, não explicada por outras causas médicas.
Esses sintomas podem ocorrer isoladamente ou em conjunto. Mesmo que desapareçam espontaneamente, merecem investigação médica, especialmente se for o primeiro episódio ou se houver histórico familiar de doenças neurológicas.
Como a esclerose múltipla é diagnosticada?
O diagnóstico da esclerose múltipla (EM) não se baseia em um único exame. Ele é feito a partir da avaliação clínica detalhada e da análise de exames complementares, com o objetivo de identificar lesões no sistema nervoso central que ocorram em momentos diferentes (disseminação no tempo) e em localizações distintas (disseminação no espaço).
O critério mais utilizado atualmente é o Critério de McDonald. Ele permite que o diagnóstico seja estabelecido precocemente, mesmo após um único surto neurológico, desde que a ressonância magnética ou o exame do líquor demonstrem evidências típicas da doença.
Principais exames utilizados no diagnóstico
- Ressonância magnética nuclear (RMN): é o exame mais importante para detectar lesões desmielinizantes no cérebro e na medula espinhal. A RMN permite avaliar tanto a disseminação no tempo quanto no espaço das lesões. O uso de contraste com gadolínio ajuda a identificar lesões ativas (recentes).
- Punção lombar com análise do líquor: utilizada principalmente quando a RMN não fornece evidências suficientes. A presença de bandas oligoclonais IgG no líquor apoia o diagnóstico, indicando inflamação crônica no sistema nervoso central.
- Potenciais evocados: são testes que avaliam a condução elétrica dos nervos, principalmente os visuais e motores. Embora tenham papel secundário hoje, ainda podem ser úteis em casos selecionados, ajudando a detectar lesões que não causaram sintomas perceptíveis.
O diagnóstico da EM também exige a exclusão de outras doenças que podem apresentar sintomas semelhantes, como neuromielite óptica, MOGAD (doença associada ao anticorpo anti-MOG), lúpus com envolvimento neurológico e infecções como sífilis ou HIV.
Tratamento da esclerose múltipla
Atualmente, a esclerose múltipla (EM) ainda não tem cura definitiva. No entanto, os avanços no entendimento da doença têm permitido o desenvolvimento de tratamentos que controlam sua progressão, reduzem a frequência dos surtos e retardam a incapacidade neurológica.
O tratamento da EM é dividido em três abordagens principais:
- Tratamento das crises (surtos agudos).
- Terapia modificadora da doença (tratamento de longo prazo).
- Tratamentos experimentais e promissores.
Tratamento das crises de esclerose múltipla
Durante os surtos de EM, o objetivo é reduzir a inflamação ativa no sistema nervoso central e acelerar a recuperação dos sintomas. O tratamento padrão consiste em:
- Corticosteroides intravenosos em altas doses: habitualmente, utiliza-se metilprednisolona por via venosa, em pulsoterapia por 3 a 5 dias. Esse esquema reduz a duração do surto e acelera a recuperação funcional.
- Plasmaférese (troca plasmática): indicada nos casos graves ou refratários aos corticosteroides. Esse procedimento remove anticorpos patogênicos da circulação, sendo útil principalmente quando há comprometimento neurológico significativo.
- Imunoglobulina intravenosa (IVIG): em situações específicas, como intolerância aos outros tratamentos ou contraindicação à plasmaférese, a IVIG pode ser considerada.
Tratamento de manutenção – Terapia modificadora da doença (TMD)
As terapias modificadoras da doença (TMDs) são medicamentos que atuam no sistema imunológico para reduzir a frequência dos surtos, limitar a formação de novas lesões e retardar a progressão da incapacidade. Essas terapias não curam a esclerose múltipla, mas transformaram radicalmente seu prognóstico.
Elas são especialmente eficazes na forma recorrente-remitente da esclerose múltipla (EMRR), que é a mais comum.
Nos últimos anos, passou-se a priorizar o uso precoce de TMDs de alta eficácia, principalmente em pacientes com maior risco de progressão.
Classificação dos TMDs por eficácia:
Alta eficácia
- Ocrelizumabe (intravenoso).
- Natalizumabe (intravenoso).
- Alemtuzumabe (intravenoso).
- Ofatumumabe (subcutâneo mensal).
- Cladribina (oral em ciclos).
Eficácia intermediária
- Fumarato de dimetilo (oral).
- Fumarato de diroximel (oral).
- Fingolimode (oral).
Menor eficácia
- Interferons beta (intramuscular ou subcutâneo).
- Acetato de glatirâmero (subcutâneo).
- Teriflunomida (oral).
A escolha do TMD depende de diversos fatores, como a atividade da doença, o perfil de segurança dos medicamentos, preferências do paciente (ex.: via oral versus injetável), custo, disponibilidade no sistema de saúde e comorbidades.
| Fármaco | Eficácia | Via de Administração | Frequência |
|---|---|---|---|
| Ocrelizumabe | Alta | Intravenosa | A cada 6 meses |
| Natalizumabe | Alta | Intravenosa | Mensal |
| Ofatumumabe | Alta | Subcutânea | Mensal |
| Cladribina | Alta | Oral (em ciclos) | 2 ciclos por ano |
| Fingolimode | Intermediária | Oral | Diária |
| Fumaratos | Intermediária | Oral | Diária |
| Interferons beta | Baixa | IM ou Subcutânea | 1 a 3 vezes/semana |
| Glatirâmero | Baixa | Subcutânea | Diária ou 3x/semana |
| Teriflunomida | Baixa | Oral | Diária |
Estratégias para escolha inicial
- Doença altamente ativa ou pacientes com fatores de risco para progressão precoce: recomenda-se iniciar diretamente com medicamentos de alta eficácia, como ocrelizumabe ou natalizumabe.
- Doença menos ativa, mas com preferência por praticidade (uso oral): opções como fumarato de dimetilo ou fingolimode são alternativas viáveis.
- Pacientes com perfil de baixo risco e que priorizam segurança a longo prazo: podem começar com interferons beta ou glatirâmero, que possuem longa experiência de uso e perfil de segurança bem estabelecido.
Esclerose múltipla primária progressiva (EMPP)
A forma primária progressiva da doença tem opções terapêuticas mais limitadas. O ocrelizumabe é atualmente o único TMD aprovado com benefício demonstrado para pacientes com EMPP com evidência de atividade inflamatória.
Tratamento promissores
O transplante autólogo de medula óssea tem se mostrado em estudos preliminares uma opção muito promissora para que finalmente tenhamos uma cura da esclerose múltipla.
O tratamento é feito da seguinte forma: os médicos coletam e congelam as células-tronco da medula óssea, que estão em um estágio tão inicial de desenvolvimento, que ainda não adquiriram os defeitos que provocam a esclerose múltipla. A seguir, o sistema imunológico defeituoso do paciente é destruído com quimioterapia. O paciente fica completamente depletado das suas células de defesa. As células-tronco previamente coletadas são então re-infundidas no sangue para repopular o sistema imunológico.
Apesar da agressividade do tratamento e dos riscos de morte durante a fase em que o paciente encontra-se com o sistema imunológico destruído, os resultados têm sido animadores. A grande maioria dos pacientes que foram submetidos a esse tratamento está livre da doença e muitos que tinham sequelas graves voltaram a ser indivíduos plenamente ativos. É importante destacar que os estudos foram feitos com poucos pacientes e houve casos de mortes por infecção após a fase da quimioterapia.
Que o tratamento funciona, parece não haver dúvidas, a questão agora é torná-lo mais seguro para ele poder ser indicado para um número grande de pacientes.
Referências
- Brazilian Consensus for the Treatment of Multiple Sclerosis: Brazilian Academy of Neurology and Brazilian Committee on Treatment and Research in Multiple Sclerosis – Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina Catedra de Neurologia.
- Longitudinal analysis reveals high prevalence of Epstein-Barr virus associated with multiple sclerosis – Science.
- Multiple sclerosis in 2018: new therapies and biomarkers – The Lancet.
- Multiple Sclerosis – Medscape.
- Clinical presentation, course, and prognosis of multiple sclerosis in adults – UpToDate.
- Evaluation and diagnosis of multiple sclerosis in adults – UpToDate.
- Overview of disease-modifying therapies for multiple sclerosis – UpToDate.
- Initial disease-modifying therapy for relapsing-remitting multiple sclerosis in adults – UpToDate.
- Daroff RB, et al. Multiple sclerosis and other inflammatory demyelinating diseases of the central nervous system. In: Bradley’s Neurology in Clinical Practice. 7th ed. Philadelphia, Pa.: Elsevier Saunders; 2012.
Dúvidas de leitores sobre este tema
Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.
Mais comentários dos leitores
Dr. Pedro a esclerose múltipla tem cura?
A esclerose multipla mata?
Obrigado pelo texto, foi o mais completo que li na internet. Meu pai teve esse diagnostico, queria saber quanto tempo vive uma pessoa com esclerose múltipla?
Gostaria de saber em qual especialidade médica eu vou para saber se estou ou não com Esclerose Múltipla, e fazer exames, etc. Obrigada