Meningite: sintomas, transmissão e tratamento


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Revisado e atualizado em abril 1, 2026
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O que é meningite?

Meningite é o nome que damos à inflamação da meninge, membrana que recobre o sistema nervoso central.

A meningite é uma doença grave, potencialmente fatal, que costuma ser causada por agentes infecciosos, tais como bactérias, vírus e fungos.

A meningite meningocócica, que é a meningite bacteriana causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é a forma mais temida, pois seu quadro pode ser rápido e devastador.

Como surge

Do mesmo modo que o pulmão é envolvido pela pleura e o coração pelo pericárdio, o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) é envolvido pela meninge. A meninge é uma membrana que serve como barreira física contra agentes infecciosos, sendo composta por três camadas (acompanhe o texto com a ilustração abaixo):

  • Pia-máter: é a membrana mais próxima do cérebro.
  • Aracnoide: é a membrana do meio, localizada entre a pia-máter e a dura-máter.
  • Dura-máter: é a membrana mais externa, próxima ao osso do crânio. É a camada mais grossa e opaca.

O liquor (líquido cefalorraquidiano) fica localizado entre a pia-máter e a aracnoide.

Como já referido, meningite é o nome dado à inflamação das meninges. Em geral, a membrana aracnoide e o líquido cefalorraquidiano são as estruturas mais comprometidas.

Apesar de ser habitualmente causada por germes infecciosos, a meningite também pode ter origem em processos inflamatórios, como câncer (metástases para meninges), lúpus, reação a algumas drogas, traumatismo craniano e cirurgias cerebrais.

Apenas as meningites bacterianas e virais são contagiosas.

Tipos de meningite

Meningite bacteriana

A meningite bacteriana é a forma mais grave. Essa forma de meningite costuma ser causada pelas bactérias Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae ou Neisseria meningitidis.

Outras bactérias, como a Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus e Streptococcus do grupo B, também podem ser a causa, mas não são tão comuns como as três primeiras citadas (leia: Doenças provocadas por bactérias).

Com a inclusão da vacina contra o Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae no calendário vacinal de vários países, a ocorrência de meningite por essas duas bactérias vem caindo drasticamente, principalmente entre as crianças. Porém, nos adultos que não foram vacinados, a incidência de meningite por S.pneumoniae ainda é alta.

Atualmente, a Neisseria meningitidis, também conhecida como meningococo, é a principal causa de meningite bacteriana em crianças e adultos.

Algumas doenças de origem bacteriana, como a sífilis e a tuberculose, também podem complicar, evoluindo com acometimento meníngeo.

Em resumo, os principais agentes causadores de meningite bacteriana incluem:

  • Staphylococcus aureus.
  • Neisseria meningitidis (meningococo).
  • Streptococcus pneumoniae (pneumococo).
  • Haemophilus influenzae tipo b.
  • Listeria monocytogenes.
  • Streptococcus do grupo B.

Meningite viral

A meningite também pode ser causada por vírus, normalmente da família dos Enterovírus (echovírus e coxsackievirus A e B são os mais comuns).

A meningite viral é menos agressiva que a bacteriana, com taxa de mortalidade bem mais baixa e com resolução espontânea, sem necessidade de tratamento específico na maioria dos casos.

Os enterovírus são os agentes mais comuns, porém, uma variedade de infecções virais pode complicar, acometendo as meninges, como, por exemplo:

Meningite fúngica

A meningite fúngica é uma forma rara, sendo, geralmente, resultado da propagação de um fungo através do sangue para as meninges. A meningite fúngica é típica de pacientes imunossuprimidos, como nos casos de portadores de AIDS ou câncer.

Os principais fungos envolvidos são:

  • Cryptococcus neoformans.
  • Coccidioides immitis.

Este tipo de meningite não é contagioso e requer tratamento antifúngico prolongado.

Transmissão

Meningite bacteriana

O modo mais comum de contágio da meningite bacteriana é através do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Ao contrário da crença popular, a meningite não é transmitida com tanta facilidade como a gripe, e um contato prolongado é necessário para o contágio. Familiares, colegas de turma, namorados e pessoas que residem no mesmo dormitório são aqueles com maior risco.

A meningite é transmitida pela saliva, porém, compartilhar copos e talheres parece não ser um fator de risco grande. É preciso que esse comportamento se repita com frequência para haver um risco elevado. Já a troca de beijos, principalmente se de língua e prolongados, é uma via perigosa de transmissão.

Contatos ocasionais, como apenas um cumprimento, uma rápida conversa ou dividir o mesmo ambiente por pouco tempo, oferecem pouco risco. Mesmo que durante uma aula você se sente ao lado de alguém infectado, se esta exposição for menor do que seis horas, o risco de contágio é baixo.

As bactérias não sobrevivem no ambiente, não sendo necessário isolamento dos locais onde foi registrado algum caso. Fechamento de escolas e salas de aula é desnecessário e só serve para causar pânico na população.

Não há risco de transmissão de meningite durante velórios. Primeiro, porque o falecido não respira e, portanto, não libera bactérias nas secreções respiratórias. Segundo, porque em um velório o tempo de exposição é bem menor do que seis horas.

A maioria das pessoas que se contamina com o meningococo não desenvolve doença. A bactéria fica na orofaringe durante algum tempo até ser eliminada pelo sistema imunológico.

Apesar de não desenvolver a meningite, as pessoas contaminadas podem transmitir a bactéria para outras. Na verdade, somente 1% das pessoas que têm o meningococo na saliva adoecem, o resto torna-se apenas transmissores assintomáticos e transitórios da bactéria.

Portanto, já se pode perceber que existe muito sensacionalismo em relação à meningite. Antes de entrar em pânico porque algum conhecido está com a doença, é preciso lembrar que nem todos os casos são causados por bactérias (os mais graves), que para haver contágio é necessário um contato mais próximo e prolongado, e que a maioria das pessoas contaminadas não adoece.

A meningite bacteriana também pode ocorrer sem ser por transmissão entre pessoas. Raramente, algumas infecções das vias aéreas, como sinusites e otites, podem complicar, evoluindo para acometimento das meninges.

Usuários de drogas endovenosas ou pacientes com traumatismos cranianos, em que há exposição da meninge, também encontram-se sob risco de desenvolver meningites.

Meningite viral

Os enterovírus que causam meningite podem ser transmitidos através do contato direto com saliva, muco nasal ou fezes. Eles se espalham facilmente através da tosse, espirros ou mãos contaminadas por resquícios de fezes.

É importante destacar que apenas uma minoria dos pacientes contaminados por enterovírus vai desenvolver meningite. Crianças pequenas, idosos e pacientes com sistema imunológico enfraquecido são o principal grupo de risco.

Prevenção após contato com paciente infectado

Em casos de meningite bacteriana, especialmente quando causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningite meningocócica), é essencial adotar medidas de profilaxia nos contatos próximos do paciente, com o objetivo de interromper a cadeia de transmissão da bactéria.

Todos os indivíduos que tiveram contato íntimo ou prolongado com o paciente nos 7 a 10 dias anteriores ao início dos sintomas devem iniciar quimioprofilaxia antibiótica preferencialmente nas primeiras 24 horas após a confirmação do diagnóstico.

Quem deve receber profilaxia?

  • Membros da família que residem na mesma casa.
  • Pessoas que compartilham dormitório, como em alojamentos ou quartéis.
  • Colegas de classe em ambientes escolares com interação próxima.
  • Profissionais de saúde expostos a secreções respiratórias (sem uso de EPI adequado).
  • Indivíduos que tiveram contato íntimo, como beijo ou compartilhamento frequente de utensílios pessoais.

Contatos casuais, como breves conversas, exposição em salas amplas e bem ventiladas ou participação em velórios, não requerem profilaxia.

Antibióticos recomendados para quimioprofilaxia:

De acordo com diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), as opções de antibióticos incluem:

  • Rifampicina (via oral):
    • Adultos: 600 mg, 2 vezes ao dia, por 2 dias.
    • Crianças: dose conforme peso, por 2 dias.
    • Contraindicada em gestantes.
  • Ciprofloxacino (dose única de 500 mg, via oral):
    • Indicado para adultos e adolescentes.
    • Contraindicado para menores de 18 anos e gestantes.
  • Ceftriaxona (injeção intramuscular, dose única):
    • 250 mg para adultos e 125 mg para crianças.
    • Preferido para gestantes e pacientes com contraindicações aos outros antibióticos.

Observação e monitoramento

Os contactantes devem permanecer em observação clínica por 10 dias, mesmo após a profilaxia. Caso surjam sintomas sugestivos de meningite, como febre, dor de cabeça ou rigidez na nuca, devem procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação.

Eficácia da profilaxia

A quimioprofilaxia adequada reduz em até 95% o risco de desenvolvimento da doença entre os contactantes, além de eliminar o estado de portador assintomático da bactéria, o que é fundamental para prevenir surtos, especialmente em ambientes fechados e coletivos.

Sintomas da meningite

A meningite bacteriana é um quadro grave e agudo. Já a meningite viral não é tão grave e o paciente costuma melhorar espontaneamente ao longo dos dias. O problema é que, habitualmente, não é possível distinguir uma meningite viral de uma meningite bacteriana somente pelos sintomas. Inicialmente, todos os quadros de meningite são semelhantes.

A partir deste ponto, vamos nos ater mais aos sintomas da meningite bacteriana, pois esta é a forma mais grave.

O período de incubação da meningite bacteriana é, em média, de 3 a 4 dias. A maioria dos pacientes é internada 24 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas.

O quadro típico é de febre alta, rigidez da nuca, intensa dor de cabeça e prostração. A evolução para sepse é rápida e, quanto mais se posterga o início do tratamento com antibióticos, pior costuma ser o prognóstico.

A crise convulsiva também pode ser uma das manifestações iniciais da meningite.

Na meningite pelo meningococo pode surgir um rash (exantema petequial), lesões de pele avermelhadas que, às vezes, causam confusão com outras infecções, tais como rubéola, sarampo ou até dengue.

Quando a infecção ultrapassa as meninges e atinge o cérebro, temos o quadro de meningoencefalite, podendo ocorrer convulsões, coma e paralisia motora.

O diagnóstico é feito através da punção lombar, onde se consegue aspirar o liquor para avaliação laboratorial. Através desta avaliação, é possível determinar não só a existência de meningite, como também a sua causa.

Em resumo, os sintomas da meningite podem variar conforme o agente causador, mas os mais comuns incluem:

  • Febre alta.
  • Dor de cabeça intensa.
  • Rigidez na nuca.
  • Náuseas e vômitos.
  • Fotofobia (sensibilidade à luz).
  • Confusão mental.
  • Sonolência ou dificuldade para acordar.
  • Convulsões.
  • Em casos de meningite meningocócica, pode surgir um exantema petequial (manchas vermelhas na pele) que não desaparece à pressão.

Para saber mais detalhes sobre os sintomas da meningite viral ou bacteriana em adultos e crianças, leia: Sintomas da meningite.

Tratamento

Até o advento dos antibióticos no início do século passado, a meningite era uma doença com mortalidade próxima de 100%. Ainda hoje, com todos os avanços, pelo menos 15 a 20% das meningites bacterianas evoluem para óbito. Trata-se, portanto, de uma doença muito séria.

A meningite bacteriana é uma emergência médica e o tratamento com antibióticos intravenosos deve ser iniciado o mais rápido possível, de preferência logo após a realização da punção lombar. A demora de somente algumas horas pode ter influência no prognóstico. Se há suspeita de meningite, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para um setor de emergência.

Na meningite viral, antibióticos não são necessários e muitas vezes o paciente nem sequer precisa ser internado. O tratamento é apenas com sintomáticos. O quadro só é preocupante em recém-nascidos.

Porém, a distinção com a meningite bacteriana não é possível de ser feita somente pelo quadro clínico, sendo a avaliação médica indispensável e urgente. O diagnóstico diferencial costuma ser feito através dos resultados da aspiração do liquor pela punção lombar.

Vacinas contra diversas formas de meningite

Como já explicado, a meningite pode ser causada por mais de um tipo de bactéria, por isso, não existe uma vacina única que previna todos os casos. Todavia, há vacinas individuais contra as principais bactérias. A vacina contra Haemophilus influenzae já faz parte do calendário básico de vacinação. Também já existe vacina para o Streptococcus pneumoniae, bactéria muito associada à pneumonia, otites e sinusites, mas que frequentemente é causa de meningite.

A Neisseria meningitidis, a bactéria causadora da famosa meningite meningocócica, que costuma ser a forma mais grave de meningite bacteriana, apresenta uma particularidade. Esta bactéria possui 13 sorogrupos diferentes. 8 destes sorogrupos são responsáveis por quase todas as epidemias de meningite meningocócica: A, B, C, X, Y, Z, W135 e L, sendo B e C os mais comuns.

Atualmente, existe vacina individual somente contra o meningococo C e uma vacina conjugada que atua contra os meningococos A, C, Y e W135.

Recentemente, entrou no mercado a vacina contra o meningococo B. Na maioria dos países, essa vacina ainda não faz parte do calendário oficial, só estando disponível para compra nas farmácias.

Em resumo, as vacinas atualmente disponíveis que podem prevenir algumas formas de meningite são:

  • Vacina meningocócica C: protege contra o sorogrupo C da Neisseria meningitidis.
  • Vacina meningocócica ACWY: protege contra os sorogrupos A, C, W e Y.
  • Vacina meningocócica B: protege contra o sorogrupo B.
  • Vacina pneumocócica conjugada: protege contra Streptococcus pneumoniae.
  • Vacina contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib): protege contra infecções por Hib.

Sequelas

Mesmo com tratamento adequado, a meningite pode deixar sequelas, especialmente nas formas bacterianas. As possíveis complicações incluem:

  • Perda auditiva.
  • Déficits neurológicos (paralisias, convulsões).
  • Dificuldades cognitivas.
  • Hidrocefalia.
  • Amputações (em casos graves de sepse meningocócica).

A meningite viral raramente causa sequelas permanentes.

FAQ (perguntas frequentes)

A meningite tem cura?

Sim. A meningite tem cura, especialmente quando diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada.

— Meningite bacteriana: requer antibióticos intravenosos e tratamento hospitalar. A taxa de cura é alta se o tratamento for iniciado nas primeiras 24–48 horas após o início dos sintomas.
— Meningite viral: geralmente é autolimitada e se resolve sozinha em poucos dias, sem necessidade de medicamentos específicos na maioria dos casos.
— Meningite fúngica e não infecciosa: podem necessitar de tratamentos mais prolongados, mas também têm bom prognóstico se conduzidas corretamente.

Quem teve meningite pode ter novamente?

Sim, embora seja incomum, uma pessoa pode apresentar meningite mais de uma vez ao longo da vida, especialmente se a infecção anterior foi causada por um agente diferente.

A reincidência é mais provável em indivíduos com:

— Alterações anatômicas do sistema nervoso central.
— Imunodeficiências (ex: deficiência de complemento).
— Condições crônicas que afetam a imunidade.

A vacinação e o acompanhamento médico são essenciais para prevenir novos episódios.

Quanto tempo dura o tratamento da meningite?

Depende do tipo de meningite:

— Meningite bacteriana: o tratamento hospitalar com antibióticos costuma durar de 7 a 14 dias, podendo ser estendido conforme a gravidade e o germe envolvido.
— Meningite viral: os sintomas geralmente desaparecem entre 7 e 10 dias, com repouso e hidratação.
— Meningite fúngica: pode exigir tratamento antifúngico prolongado, por semanas ou meses, dependendo do estado imunológico do paciente e da resposta clínica.

Como diferenciar meningite de gripe?

A gripe e a meningite podem compartilhar sintomas iniciais, como febre, dor no corpo e mal-estar. No entanto, a meningite costuma evoluir com sinais neurológicos mais graves e específicos, como:

— Dor de cabeça intensa.
— Rigidez na nuca (dificuldade para encostar o queixo no peito).
— Vômitos em jato.
— Sensibilidade à luz (fotofobia).
— Alteração do nível de consciência.
— Convulsões.

Na dúvida, especialmente se houver rigidez de nuca, febre alta e prostração, procure atendimento médico imediatamente, pois a meningite é uma emergência.

Qual é a meningite mais perigosa?

A forma mais perigosa de meningite é a meningite bacteriana, especialmente quando causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo). Essa variante, conhecida como meningite meningocócica, é altamente agressiva, com progressão rápida e risco elevado de complicações graves, como:

— Sepse fulminante (infecção generalizada).
— Choque circulatório.
— Lesões cutâneas extensas (rash purpúrico).
— Insuficiência múltipla de órgãos.
— Morte em poucas horas, se não tratada rapidamente.

Outras formas bacterianas graves incluem aquelas provocadas por Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b, sobretudo em crianças não vacinadas ou adultos imunocomprometidos.

A meningite viral, por outro lado, embora mais comum, costuma ser benigna e autolimitada, raramente levando a óbito ou sequelas.

Como se pega meningite viral?

A meningite viral é transmitida principalmente por contato com secreções de pessoas infectadas, especialmente saliva, muco nasal ou fezes. A forma mais comum de transmissão é por meio de:

— Gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir ou espirrar.
— Mãos contaminadas com fezes (transmissão fecal-oral), especialmente em crianças.
— Objetos ou superfícies contaminadas, como brinquedos e talheres.

Os enterovírus (como coxsackievírus e echovírus), principais causadores da meningite viral, são altamente contagiosos, especialmente em ambientes com higiene precária.

A maioria das pessoas infectadas por esses vírus não desenvolve meningite — elas podem ter apenas sintomas leves ou nenhum sintoma. Contudo, bebês, idosos e pessoas com imunidade baixa são mais propensos a evoluir com inflamação das meninges.

Como se pega meningite bacteriana?

A meningite bacteriana é transmitida por meio do contato próximo e prolongado com secreções respiratórias (saliva, gotículas da tosse ou espirro) de pessoas infectadas ou portadoras assintomáticas das bactérias.

As principais vias de transmissão incluem:

— Beijos.
— Compartilhamento frequente de talheres, garrafas ou escovas de dente.
— Viver na mesma casa ou dormitório.
— Contato direto com secreções em ambiente hospitalar sem proteção.

É importante destacar que a meningite bacteriana não se transmite por contato breve ou casual, como apertos de mão, abraços rápidos ou estar no mesmo ambiente por poucos minutos.

Além da transmissão entre pessoas, a meningite bacteriana pode ocorrer como complicação de:

— Sinusites, otites ou pneumonias mal tratadas.
— Traumatismos cranianos com fratura do osso do crânio.
— Cirurgias neurológicas.
— Uso de drogas injetáveis em condições não estéreis.


book Referências bibliográficas


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Cecilia

    Parabéns dr uma esplicação bem objetiva.

  2. Luiz Carlos Borges

    Sem dúvidas, só elogios. Explicações bem didáticas e de forma bem assimilável por qualquer pessoa. Informações explicitas e objetivas. Parabéns.

  3. Jéssica

    Pesquisei em dois sites diferente,até chegar aqui Dr. Pedro, Muito obrigada por a Chance de Tirar uma Nota Azul, na Escola!! :)

  4. ana clara

    MUITO BOM O SEU TEXTO EU AMEI É O MELHOR QUE JA LI NA MINHA VIDA

  5. Elisandranunes12

    gostei muito do texto, simples e objetivo, tirou todas as minhas duvidas sobre esta doença comum hoje em dia, parabens!

  6. Karin

    Parabéns pelo texto tão claro!
    Tão bom ler algo assim!!

  7. Marcelo Patrícia Diniz

    Todo caso de meningite bacteriana deixa sequelas? Como identificar?

    Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Autor

    A maioria não deixa sequelas.

  8. Sandro Vargas

    Doutor, quanto tempo sobrevive a bactéria após óbito, quais os risco de contagio pós óbito?

    Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Autor

    O cadáver não expele a bactéria. Não há risco de transmissão em eventos como funeral, por exemplo.

  9. Michelle

    Hoje em dia temos a vacina para a meningite tipo B na rede privada e custa muito caro por sinal. Esta vacina é eficaz? Estou perguntando porque já ouvi falar que ela ainda está em teste no Brasil e sua eficácia não foi comprovada ainda. Esta informação procede?

    Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Autor

    Sim, a vacina contra meningite B é comprovadamente eficaz.

  10. Keilla Leal

    Dr. Tive meningite meningocócica aos 12 anos, hj tenho 24. Sempre tive o desejo de doar sangue, mais me disseram q n posso, porém, quando pesquiso n vejo nada falando contra. Afinal quem teve meningite pode ou n fazer doação de sangue?

    Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Autor

    Que eu saiba não é contraindicado.

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